sexta-feira, 14 de abril de 2017

Por que tão Tom?

Uau. Se existem dois personagens que lembram a minha personalidade em relação a relacionamentos são: Ted e Tom. Não sou bonito, tampouco criativo igual eles, mas talvez no quesito ingenuidade. Quando era adolescente, não me preocupava tanto com mulheres, na verdade, de vez em quando saia com uma ou outra, mas deixei um amor platônico tomar conta de todo o período do ensino fundamental até o médio.

Nunca trai. Nunca menti. Nunca desconfiei. Lembro que após terminar meu segundo namoro, que considero o único duradouro, fui obrigado a ouvir algumas palavras e ver uns prints extremamente podres:

- Tá vendo esse seu suposto amigo, olha o que ele me mandou dois dias depois que terminamos. Isso mesmo, vai confiando demais, vai se foder pro resto da vida.

- Fazer o quê. Você está solteira. Não existe esse sentimento de posse, nem nada. Mas é bom para saber que ele não é tão meu amigo – respondi.

Ela enviou um print antigo. Nunca havia desconfiado dela, tampouco desse colega de faculdade, que não era bem um amigo. Mas o fato é: ela  dava moral para o cara, e o suposto amigo me apunhalava pelas costas. Ok, vida que segue. Não odeio ele, nem ela. Apenas tenho 85 pés atrás com ambos.

- Sabe a sua ex, cara. Vi ela ficando com um conhecido meu quando estava com você. Não sabia como te falar isso. Então, deixei quieto – um conhecido me “avisou” algum tempo que levei um pé na bunda de outro relacionamento.

- É verdade, pessoa x?

- Sim, é.

Isso vindo de uma guria que tinha ciúme até do peido que eu dava. É engraçado, esse lance de confiança em relacionamentos. Mas voltando ao tema principal, sempre confiei demais nas pessoas, sempre acreditei nas pessoas. E isso como sempre vem me trazendo decepções atrás de decepções.

Outro dia enquanto pesquisava referências para meu trampo, encontrei uma revista de Psicologia que dizia que os países que mais confiam, tem melhor índice econômico e de desenvolvimento escolar. Levantou dados de Suécia, Dinamarca e etc,  países com uma cultura totalmente diferente da brasileira, e fiquei pensando nisso.

Em um mundo em que as pessoas são tão podres, até que ponto você ter uma certa ingenuidade pode te fazer mal? Sinceramente, eu não sei. Mas como disse outras vezes aqui, quando estou com alguém, sou 100%, seja em relacionamentos e amizade, e isso reflete também na vida profissional.

Não vou mudar o jeito que eu sou. Mas sei que ser Tom/Ted demais, acaba fazendo com que eu sofra. E quando você sofre, é mais difícil de seguir em frente. Enquanto me lamento, existem meus concorrentes da vida que estão dando braçadas largas. Então é necessário aprender com isso e seguir a vida. Porque ela é uma só e passa muito, mas muito rápido.


Veja também!



Nenhum comentário: