quarta-feira, 12 de abril de 2017

O Sol e a Sepultura

A hora de ir embora do trampo chegou, um cigarro eu acendi,
vício desgraçado. Na praça, me deparei com uma pintura.
Naquele momento, um pouco sobre o fim e o começo eu aprendi,
o Sol, antes da chuva, se escondendo entre uma e outra sepultura.

Pensei como o pôr do Sol combina com um cemitério,
o começo e o fim se mistura, mostrando que nada é pra sempre.
Mas qual é, na real, a vida não tem nada de mistério,
é um dia atrás do outro, tentando fazer diferente.

E por acaso lembrei do Coringa e seu sarcasmo,
e aquela frase que na costela eu marquei.
“Por que tão sério?” e complementei: “Cadê seu entusiasmo?
E lembrei que não é por acaso que aqui cheguei.

E na imensidão do Sol, lembrei que em divino nunca tive fé,
mas mesmo assim, dia após dia, como uma fênix, sempre renasci.
E depois de toda decepção, sempre cai de pé.
É assim que o mundo é, e no final de tudo isso, apenas sorri.


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