segunda-feira, 13 de março de 2017

Inspiração da Madrugada

Cachorros latindo na noite nebulosa, a lua está encoberta pela imensidão das nuvens, que já caíram sobre a terra durante toda a eternidade. O vento sopra, mais um cigarro tragado em um desespero fulminante, alimentando um vício recente que está sendo combatido há muito.

O olhar perpassa, um frio na espinha, será medo? Como ter medo de algo que simplesmente não existe? A dúvida se acredita em algo extraordinário ou vem a cabeça novamente. Dúvida: tá aí uma coisa tão inspiratória como a própria loucura.

Loucura, inspira mais que tá pouco. Essas palavras lembram de um sonhador há um tempo, que queria mudar o mundo. Mas seus olhos esqueceram que um dia suas palavras, que se confundem com estilos de tantos outros autores, poderia criar uma nova realidade.

Mundo esse repleto de angústia e dúvida. Novamente a dúvida. Ouço passos pelos corredores, invadem um sussurro confuso. Confusão que assola a mente depois de mais de oitenta décadas de luta por uma família que hoje vive de aparências e conceitos morais inventados por uma sociedade patriarcal e doente.

Apesar de todas as limitações, a voz interior fala mais uma vez: “Termina o que começou”. E é isso que eu vou fazer, acordando às cinco da manhã com uma vontade louca de escrever, mesclado de uma inspiração que não vinha fazia tempo. É difícil dizer, a última vez que trabalhei no livro foi em Março de 2016.

Entre as fontes de inspiração está Bukowski, Dostoievski, Paulo Coelho, Stephen King e tantos filmes e séries que foram devorados no anseio de uma bagagem cultural maior. E ainda por cima, uma boa dose de decepção e paixão para trazer a esse projeto de escritor um pé na realidade mundana.

Hoje, em plena Segunda Brava, acordei inspirado.

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