quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Quando o amor destrói

Ah, o tal do amor. Nietzsche foi enfático em afirmar: “O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidade de ver as coisas como elas não são.” O alemão era amargurado e morreu sofrendo por amor, talvez por isso, tenha sido uma das mentes mais brilhantes da história.

O amor judia. Traz sensações extremas. Você pensa que está no céu, mas esquece que o inferno é logo ali. A dor perpassa qualquer sentimento. A frustração se torna presente em seu dia.

A lembrança corrói a alma. E é um paradoxo infernal: o desejo de ficar perto, com a vontade de seguir em frente. Talvez sirva de inspiração e traga insônia, muita insônia. Mas o pior de tudo é a dúvida: O que fazer afinal?

E quando a luta não resolve. Promessas podres, que não conseguem virar atitudes. Atitudes que são destrutivas para o maior bem, a pessoa que inspira e destrói. A alma vira fosca, assim como os olhos, que perderam o brilho.

Acordar não faz sentido. Não ouvir a voz imponente também não. A vida perde o Q de especial e tudo volta a ser o que sempre foi: um nada sem objetivos. 

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