sábado, 30 de julho de 2016

Sem esperanças

O vento frio bate, remói meus sentimentos mais entranhados e fazem eu sentir uma dor fora do comum. Tento levantar a cabeça, mas sou surpreendido por um mar de lágrimas, que percorrem toda a extensão do meu rosto, sem previsão de término.

Bate um desespero, começo a soluçar. Minha voz que sempre foi imponente e forte, não sai mais. Meu humor, uma marca registrada, não consegue se sobressair a minha feição de dor e derrota.

Fingir que está tudo bem, me massacra. É só chegar em casa, que desabo de novo. A cada minuto que fico longe, a minha ferida aumenta e fica mais exposta. A vontade de viver diminui a cada segundo. E tudo que eu queria, é que essa dor parasse.

O amor é complicado. Quando alguém solta um lado, acaba se machucando e estraçalhando o outro. A cada minuto e lembrança do seu sorriso, do seu beijo, fico mais fosco, sem vida. Levantar da cama parece uma tortura. Não tenho forças. Não tenho esperanças para mais nada.


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