sábado, 25 de abril de 2015

Voltei a ser corinthiano

“Olha o Romarinho! Gooool, Romarinho do Corinthians!” E foi assistindo e ouvindo a narração de Cleber Machado que um ciclo tinha sido encerrado, ao menos temporariamente. Estava deitado em uma cama de hospital após uma cirurgia que me deixou 402 dias longe do futebol, sim, eu contei.

Nesse meio tempo eu me afastei do futebol. Apenas acompanhei as grandes competições, como Liga dos Campeões e Libertadores da América. Não tinha mais tesão em ver as minhas duas paixões, Corinthians e Chelsea.

Porém, para acompanhar a faculdade e o programa esportivo que fui convidado, voltei a observar de perto o futebol nacional e internacional. Até que uma paixão retornou. Hoje percebo que sinto a necessidade de acompanhar o Corinthians e me sinto mal quando não vejo uma partida completa.

Lembro da bicicleta do Alberto na final do brasileiro de 2002, fiquei tonto junto com o Rogério nas pedaladas do Robinho e literalmente sambei no 7 a 1 do timão do Carlitos e Nilmar. Vi o Higuaín desbancar o Corinthians no outro ano e chorei quando o gol de Clodoaldo não foi o suficiente para manter o Corinthians na série A do brasileirão.

Vibrei ao  ver o primeiro gol de Ronaldo, estava a poucos metros dali. Acompanhei os frangos do Julio Cesar em plena Quartas de Final do Paulistão. Vibrei no hospital no empate do timão contra o poderoso Boca Juniors e em casa liguei para meu amigo assim que o Sheik mordeu o dedo do Caruzo.

Em paralelo a tudo isso, observei meu Chelsea ser campeão da Champions em 2012, mostrando que não é sempre o melhor time que ganha, e sim aquele que joga certo. Mas no mundial de 2012, assisti, sofri um pouco por dividir meu coração. Mas não era a mesma coisa. O futebol tinha sido deixado de lado.


Até que hoje percebo que esse sentimento renasceu em meu peito. Minhas veias voltaram a pulsar, principalmente para o Corinthians. E posso dizer com todas as palavras que voltei a ser corinthiano. Não sei o porquê, apenas sinto isso. 


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