domingo, 22 de fevereiro de 2015

Longe


Ah, ela estava linda. Seu sorriso leve e feliz, mostrando duas covinhas tímidas, mas que davam um tom especial ao seu rosto extremamente simétrico. Um olhar negro, mas não aquele negro sombrio e sem vida, um olhar vivo e cheio de desejo para um futuro que não tarda a vir. Os cabelos eram também negros, sua pele branca, mas não pálida.

Viu a vida daquela forma peculiar. Tinha um leve, mas encantador sotaque. Bem, sua voz faz falta para aquela vida sem sentido. Às vezes o universo vem e te mostra pessoas incríveis, mas por algumas coisas que ele mesmo inventa, a torna longe de seus dedos – aliás, não deixa que os toquem. Ah, universo, por que diabos faz isso?


O caminhar solitário insiste. Mas antes de morrer, assim como aquela última gota d’água, ela vem e desperta algo que estava adormecido (mas não morto). Os traços do lápis circundam aquele rosto perfeito, um sentimento de impotência retorna. Porra! Um desabafo limitado. Está longe jovem, é impossível. Mas ao mesmo tempo é incrível saber que existem pessoas como essa. Minto, existe só uma.


Continue abrindo a mente!




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