sexta-feira, 6 de junho de 2014

A vida é tão vida



Já são 7 e 20 da manhã. Mais um dia raiou no rosto do jovem de 20 anos. Seu nariz está entupido, a garganta arranhando. Malta tocando no fundo (não conhece? Precisa).  Olhar profundo em um castanho claro cheio de remelas. Observou uma pilha de livros e sorriu, sorriu? De onde veio esse sorriso?

A vontade de encarar aqueles livros e crescer mais um centímetro de sua humanidade. Mas porra, hoje é Sexta-Feira, pensa em sair demônio. Não, ele está tranquilo. Sabe que precisa se conhecer mais a fundo, porque se perdeu em suas reclamações cotidianas.

Um violão encostado na parede – por que não aprendeu a tocar? Não sei. Mais uma pergunta que vai ser respondida com o passar dos dias. Bolsas e resumos de matérias espalhadas pelo colchão. Mais um ícone de que sua semana foi corrida. Logo mais precisa levantar da cama e encarar mais um dia de trabalho. Bom, ele não está triste com isso.

Hoje ele sentiu uma vontade de colocar uma roupa leve no carro e correr depois do expediente. Correr e ver o suor passando por seu rosto.  Observou o notebook em cima de sua barriga – e que barriga. Se perguntou o motivo dele ter chegado a tal ponto. Não achou respostas, na verdade sempre colocou a sua cirurgia de ligamentos como desculpas – é um filho da puta mesmo.

Porém, hoje é dia de mudar, encarar a vida de uma forma diferente. Ele está sorrindo, levanta, toma um banho e encara esse dia. Porque a vida não é tão desprezível como um dia ele escreveu ou pensou. Ainda existem pessoas que valem a pena, e se não achar uma que valha, existe ele mesmo e enquanto ele for um ser humano digno, haverá por quem lutar. 


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