quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Um pingo de esperança


Cada dia que acordo, vejo um horizonte repleto de incertezas, um sonho que parece distante, quase impossível. A cada acordar para ir para o estágio, sinto o frio  da estagnação. A cada aula dada e rabiscada em meu caderno, não vejo um futuro próspero.

Um desejo de ser jogador de futebol se transformou em virar jornalista esportivo, mas vejo a concorrência árdua e uma limitação imposta por mim mesmo. O caminhar é duro e dolorido, até que no meu almoço vejo um pingo de esperança.

Leo Bianchi apresentando o Globo Esporte. Logo ele que é formado na FACOPP, mesma faculdade que eu curso, então o sorriso veio a tona novamente e o desejo de lutar, porque mesmo apesar de todas as dificuldades, agora eu sei que é possível.

Dar esperança para um louco é a mesma coisa que dar um revolver para um assassino. Algo eu vou fazer com isso ou pelo menos tentar. Porque eu sou um ex-futuro jogador de futebol frustrado que quer ser um jornalista esportivo.

Não quero trilhar caminhos já trilhados, mas ah como é bom saber que é possível andar nessas estradas esburacadas.


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O ladrão de sentimentos


Ele era um cara estranho, olhar displicente, e ideias paranoicas, mas continha uma qualidade insensível. Ele adorava roubar sentimentos. Talvez você se pergunte o que é roubar um sentimento, então vou te explicar com um caso.

Valter era um garoto solitário, adorava ficar sozinho e tinha poucos amigos. Até que um dia ele conheceu Estevam, um outro cara diferente da maioria. Porém, ele tinha algo que era totalmente oposto a Valter, ele era bonito e popular.

Um dia o garoto inocente teve a péssima ideia de falar os seus sentimentos para Estevam, ele gostava de Joana e sabia tudo sobre ela. Então, Estevam começou a entender o universo peculiar da menina e descobriu coisas que nenhuma outra pessoa poderia desvendar.

O tempo foi passando, Valter esqueceu Joana ou fingiu que a esqueceu. E quando menos viu, Estevam estava com ela. O garoto ficou pasmo e pensativo. Afinal, como ele fez isso e por que o fez?

Valter deixou para lá, pensou que era natural essas coisas acontecerem, mesmo o mundo sendo tão imenso! Tá,  na verdade uma coisa não saia de sua cabeça: “Por que ele tem que ficar com a menina que ele gostava?”. Será que mesmo depois de tempos, esse pensamento era normal?

Depois de algum tempo, Estevam tirou toda a inocência de Joana e a jogou para escanteio. Assim como fazia com tantas outras mulheres.  Valter se perguntava sempre a mesma coisa e passou a esconder os devaneios de seu amigo. Mas no fim, Valter sempre soube que sempre tivera poucas pessoas para falar de seus pensamentos obscuros. Então se livrar de Estevam era algo que ele não poderia fazer.


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Faça seu dia valer a pena

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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Faça seu dia valer a pena


O tempo vai passando, em alguns momentos acabamos fazendo coisas pelas quais não nos orgulhamos, alguns erros e mais erros. Em alguns casos, o cotidiano acaba nos forçando a atitudes nada honrosas.

A estrela cai sob nossos olhos, ao longe está um brilhar tardio, quase inexplorado. A tinta da caneta atinge nossa mão, um olhar seco e sem sabor, fazendo com que você se lembre que erros são feitos para ser corrigidos e não repetidos.

A vontade de dormir vem, mas dormir para esquecer ou dormir para descansar? Muitas vezes essa é a pergunta mais obscura a ser respondida. Porque a vida é cansativa, mas o cansaço está na quantidade de erros, porque ninguém demora a cair no sono depois de atitudes boas.

Esse medo corrói o passar de datas, porque no fundo, dias de cansaço não passam de dias de derrotas. Está na hora de trazer glória ao dia-a-dia, porque só esperar que o dia termine bem não é o que queremos para nós. 


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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Simplesmente acontece


Ele era jovem e imaturo, tão lúcido quanto uma garrafa de vodka para um bebê, ele tomava cachaça ao amanhecer, ligava seu notebook e assistia seus pornôs suaves, via tv e depois imitava o Kurt Cobain que faleceu há muito.

A vida passou, ele viu cavalos cor de bege, até que em um belo dia avistou a garota ruiva. Pele branca feito a neve. Ele pensou: “Caraca, porque meu coração faz tanto barulho?”. Ele tinha caído de paixão assim como uma manga na estação.

Jogou tudo para o alto e foi falar com a ruivinha. Ela não deu moral, então ele mudou, mudou conforme sua necessidade de conquista. Mandou flores e até fez uma serenata a lá Red Hot Chili Peppers, ela não curtiu, então resolveu desistir.

Certa vez, ele viu a ruiva nos arredores de seu bairro, na zona oeste de São Paulo, ela estava mais perdida que filho da puta em dia dos pais, então ele a chamou para entrar em sua casa e resolver o que fazer, não me pergunte como ela aceitou, mas ela foi.

A moça viu sua moradia e sua rotina, o garoto tinha tirado a carapuça e agora estava pouco se fudendo em agradar aquela menina. Então ela se apaixonou por aquele ser, meio desocupado, meio folgado. Eles ficaram juntos e se amaram, sem cobranças desnecessárias. E no fim das contas o rapaz desistiu de querer as coisas de forma forçada. Porque tudo que é para acontecer, simplesmente acontece.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Rotina



Acordar, tomar banho, beber um café, me arrumar ( menos o cabelo ), pegar a moto e ir para o estágio, cumprir a carga horária, voltar para casa, tomar um banho, comer algo, ir para a faculdade, voltar para casa, trocar de roupa, mexer no pc, deitar, dormir, acordar, tudo começou de novo.

A sexta-feira chegou, o que fazer? Ah, hoje quero ficar de boa! Ver minha  namorada, assistir televisão no sofá. Sábado é dia de fazer algo diferente, domingo, poxa, domingueira tem que jogar aquele futebol.

Ver as noticias do campeonato inglês,  descansar a tarde, comer o rango gostoso da mãe, a vida vai seguindo. Segunda-Feira voltou a bater na porta, trabalhos da faculdade, mais um dia, um dia atrás do outro.

A pergunta que fica no ar é: “Quando vou ser jornalista e cobrir a Copa do Mundo de 2022?”


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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A vida é triste



A perna necrosada, mancando, uma filha de cerca de dois anos linda, sua esposa grávida e uma casa humilde, desempregado. A pergunta que fica no ar é: “ Por que aquele maldito fez uma coisa tão desonrosa que fez com que ele tenha que pagar tal quantia para uma empresa?”.

Os anos foram passando, essa memória tinha sumido do meu eu, até que como um turbilhão, ela retorna e me atormenta. Não sei exatamente o que fazer, mas depois de pensar muito, cheguei na conclusão que não há nada a ser feito.

Sem poder financeiro, tampouco do tempo. Os anos já corroeram essa lembrança infeliz. Todavia, não sei o motivo, mas a mesma me persegue, fazendo barulho igual o ar condicionado do quarto dos meus pais.

A impotência de saber que um ato desonroso afetou tanta gente. E aos poucos vou aprendendo que a vida é, no mínimo, triste.


Abra a mente: