domingo, 14 de dezembro de 2014

A realidade alternativa de Lucas



Lucas era um garoto pervertido. Se masturbava de 5 a 10 vezes no dia. Sua vida era um caos. Trabalhava e estudava. Ficava observando Maria, sua eterna amada. Lucas acabou com um sonho não consumado. Em sua cabeça doentia, ele esperava ter 2 filhos com Maria, um chamaria de Gian e a menina de Valesca.

Ele era até certo ponto inspirador. Mas em outro ponto vista, não passava de um lunático. Certo dia encontrou Maria. Ele estava disposto a abrir seu coração. O vento bateu em seu rosto, Lucas encarou aqueles olhos lindos cor de caramelo e disse:

_Saudade Maria.

_Saudade também Lucas. Faz tempo que não nos vemos. – disse Maria.

_Lembra daquele dia que fomos em um passeio no campo? Ficamos observando o pôr do Sol, o vento jogando seus cabelos de lado e esse dia maravilhoso foi finalizado com um beijo bem bacana? 

Foi assim que começou o nosso namoro.

_Lucas, nunca namoramos. – respondeu espantada Maria.

_Mas como assim Maria? Namoramos por 2 anos. Como pode ter esquecido?

A menina disse que precisava ir. Deixou Lucas sozinho e pensou que ele estivesse perturbado. Mas na verdade, para Lucas, tudo aquilo tinha acontecido. Enquanto ela o colocava na Friend Zone eterna, ele imagina que eles estavam vivendo uma eterna paixão, e fazia isso com todas as forças, acreditava que aquilo realmente estava acontecendo.

Até que certo dia, Maria foi estudar Engenharia na capital e na imaginação de Lucas, o término do namoro tinha acontecido ali. Porém, tudo não passava de uma imaginação inspirada. Para alguns, isso não passa de loucura, mas para Lucas é uma forma de fugir da cruel realidade.  Uma realidade em que as coisas simplesmente não acontecem. 


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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Mais um dia



Mais um dia amanheceu para Gabriel. Olhar fosco e desnorteado. Trocou de roupa e se olhou no espelho. Observou um velho de 30 e poucos anos. Velho pela alma e não pela idade em si. Se bem que já não é mais um jovem.

Viu ela indo pela porta e perguntou a deus por que ela fez aquilo. Onde o jovem/velho errou em 3 décadas. Se bem que foram inúmeros erros que fizeram ele pensar que era tarde demais para se arrepender de qualquer um deles.

Pensou que era possível reverter a situação. Porém, em contrapartida ela apenas apertou os punhos, fechou os olhos e abriu a boca. E quando o ser humano faz isso, já era.

Gritou ao vento que iria ficar tudo bem. Esse era o seu desejo, mas no fundo, ele sabia que não era ficar bem que ele realmente queria. O problema é que ele procurou a razão acima do que realmente importa.


Cortou a barba, fingiu um sorriso e abriu a porta. Um dia bonito, com um bom raiar do Sol, pintando as nuvens de laranja, com um sabor cítrico que falta em sua vida. 


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domingo, 30 de novembro de 2014

As pessoas são assim



As pessoas fingem te ajudar. Fingem que estão ao seu lado. Mas na verdade, o que elas realmente querem é tirar proveito de alguma forma. Infelizmente é assim que o mundo é, e sempre será. 


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De repente 21


Mais um domingo raia, sol trazendo um dia monótono e sem graça. Preguiça exalando, costas doendo por uma posição incomoda ao dormir. Ventilador rodando, quarto bagunçado, olhar fosco. Mais um dia de vida ou menos um?

O tempo passou. Ai alguém pergunta sua idade. 21, 21 anos. O tempo está passando e nada de diferente acontecendo. As mesmas coisas. Uma rotina, como um avião deixado no automático ao esbarrar em nuvens cheias de água. O interessante é que as coisas podem mudar, basta esse avião se chocar em uma montanha que se esconde nas mesmas nuvens.

Lembro que até pouco tempo atrás, eu poderia mudar o mundo (sim, assim como o Renato um dia disse). Mas agora, essa vontade e coragem foi embora. A esperança de ajudar as pessoas bate com a vontade de se ajudar. Mas a pergunta de como impede os planos de saírem do papel.

Acho que eu não sou aos 21 como eu imaginava que seria quando tinha 15, nem aos 18, tampouco aos 20. Porém, de nada adianta chorar as águas passadas. Agora é hora de jogar fora as coisas que não farão falta, olhar para frente e lutar por um futuro próspero. Isso porque o futuro é um desenho do presente. E afinal, não adianta reclamar da vida, porque quem a faz é você mesmo.  


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Any

Esperança Incoerente

A maldição de Jean

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Any


Ela era linda, carismática, inteligente e tinha um bom coração. Trabalhava e estudava, dava um duro danado para encarar a vida cotidiana, que é um porre. Ela se esforçava para ser a melhor pessoa que poderia ser. Não se importava em deixar de fazer uma ou outra coisa pessoal em prol de um amigo ou familiar.

Porém, o que as pessoas viam nela era apenas o externo, apenas o corpo e um par de seios. Ela se perguntava toda noite o porquê da sociedade ser tão podre e deficiente. Apesar dos pesares ela acreditava que um dia ela conheceria alguém que veria através de seus lindos olhos negros.

O tempo foi passando e a bola da vida murchando. A cada dia, ela acordava mais triste e deprimida. Tudo que ela queria era ser reconhecida pelo que ela é e não pelo que ela representa. Até que em uma quinta-feira qualquer ela resolveu mudar tudo, se olhou no espelho e viu que aquela beleza não era o que ela significava.

Pegou uma faca de serra, pressionou em seu rosto e viu o sangue vermelho camurça derramar, ela sorriu e foi para o hospital. No hospital, ela passou por uma cirurgia e como previsto, ficou deformada. Em seguida, seus familiares resolveram interna-la em um sanatório, e não pense você que era com o objetivo de proteger a menina de seus próprios males, mas sim de algum possível dano aos entes “queridos”.

Quando chegou ao sanatório, Any, eu esqueci de citar o nome dela, né? Ela foi sedada e nos primeiros dias só sabia chorar. Ela não entendia aquela rotina e aquelas pessoas que pareciam perturbadas. Até que Vanessa, a enfermeira, a levou para tomar Sol pela primeira vez, Any ficou sentada em um banco feito de eucalipto.

A camisa de força a incomodava, mas aquilo era para lhe proteger da loucura. Como se fosse possível, já que a vida atual é um grande sanatório. Até que de repente, ao longe surge um rapaz, cerca de 1,80m, físico interessante e um olhar confiante, ele também tinha uma camisa de força, chegou perto da menina e sentou-se ao seu lado.

Any adorou aquele rapaz, ele era tudo que um dia ela tinha idealizado para sua vida. Confiante, interessante, inteligente e tentava entender todas as suas peculiaridades. Any encontrou a felicidade com o passar dos dias e achava que estava pronta para sair do sanatório, mas não queria abandonar o seu amor. Sim, o seu amor.

Um dia, a mãe dela chegou ao sanatório, caminhou ao lado da menina e perguntou como andava as coisas. Any disse que estava tudo bem e que queria sair logo, mas não queria abandonar David. A mãe dela sorriu de forma melancólica e se despediu. Ao chegar perto da enfermeira, ela fez uma breve pergunta:

_Ela ainda está conversando sozinha?

_Sim, todos os dias ela diz estar conversando com esse David.

Any conversava sozinha todos os dias. Ela sempre idealizou um homem perfeito. Contudo, essa perfeição não existe. Apenas em nossa cabeça que não aceita a imperfeição humana. E o cérebro humano como obra quase divina acaba suprindo as necessidades. De vez em quando você acha que uma pessoa é perfeita. Porém, não passa de uma obra literária de seus neurônios.


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terça-feira, 15 de julho de 2014

Esperança Incoerente


100 quilômetros por hora. 105, 110, 120, 130, o vento bate de encontro ao capacete. Um jovem com um vão imenso está por dentro. Ele aperta a embreagem com a mão esquerda, sorri e pensa o que aconteceria se apertasse o freio com a direita. Voaria alguns metros metros a frente, se espatifaria no chão, um mar de sangue preencheria o vão da rodovia mal cuidada.

Ele voa com o pensamento e retorna a realidade. Uma realidade nebulosa e sem sentido. Acorda cedo, vai para um trabalho cheio de repetições e encheções de saco. Sai, com a cabeça explodindo, parecendo que o mundo está martelando em seu cérebro. Chega em casa, deita, tenta fazer pessoas que não ligam para ele sorrir. As pessoas não sorriem, sua existência é um vão maior que aquele que as meninas populares deixavam para ele na adolescência.

O sorriso amargo paira seu rosto. Novamente um dia está acabando. O que ele fez de bom nesse dia? Absolutamente nada. Mais um dia de merda nessa vida de merda. Os dias tristes estão começando a virar rotina. Sempre a mesma coisa para sua vivência. E de vivência em vivência ele vai perdendo o gosto pela humanidade.

Já foi a época que ele se esforçava pelas pessoas. A cada dia ele mais se aproxima de um bloco de gelo do que de um ser carnal. Ele ainda sonha em fazer alguma pessoa feliz. Mas a felicidade é algo que parece passar longe. É mais fácil sorrir amargurado e lidar com a solidão do que acreditar na sociedade.

Mas como diz a música do Jota Quest: “Além do Horizonte existe um lugar...”. Não sei que lugar é esse, tampouco quando vai chegar. Porém, assim como marido traído, eu acredito no futuro, mesmo sem ter um presente e um passado que me façam acreditar. Essa é a vida – recheada de uma esperança incoerente.


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segunda-feira, 23 de junho de 2014

A maldição de Jean


Mais um dia amanheceu para Jean. 30 anos, olhos castanhos penetrantes, barba cerrada, corpo atlético, advogado bem sucedido em uma empresa de grande porte. Acordava às 5 da manhã e ia correr, corria desesperadamente ao lembrar de cada noite passada. Seus olhos castanhos não eram dessa cor após as 23.

Jean tinha um carma, uma maldição. Após esse horário, seus olhos ficavam vermelhos como o inferno. Ele precisava saciar a sua vontade de um corpo humano. Se engana quem acha que Jean é um vampiro ou coisa do tipo, mais do que isso, ele é um devorador de almas. Toda noite ele necessitava de um corpo quente e ingênuo próximo ao seu.

Porém,  engana-se quem acha que esse advogado ataca suas vítimas de forma sombria. Ele conquistava cada ser humano, essa era sua maldição. Cada noite Jean não se importava em tirar a ingenuidade de uma vítima diferente. Para ele tirar a ingenuidade de uma pessoa, ele precisava transar com ela, e bom, Jean adorava fazer isso.

A cada novo dia, ele acordava com uma vontade de foder do caralho. E ora, quem não acorda com essa vontade? Mas quanto mais perto das 23 horas, ele começava a se retorcer. No inicio, ele não tinha o que fazer e tentava encontrar parceiros no parque. Mas não era só de sexo que ele precisava, ele necessitava que a pessoa tivesse bom coração.

Como alguém conseguiria transar com uma pessoa de bom coração por noite? Bom, Jean nem sempre conseguia. E quando uma noite não era saciada, ele simplesmente enlouquecia. Seus olhos sangravam e ele sentia uma dor descomunal. Era a sensação da morte,  não posso descrevê-la para você, mas dizem que é insuportável.

23 horas chegou em mais um dia. Os olhos de Jean ficaram totalmente vermelhos. Ele não conseguiu convencer nenhuma companheira de trabalho ou de academia para ir a sua casa. Ele começou a se retorcer de dor, seu estomago embrulhou e de repente saiu muito sangue de sua boca. Jean foi para o chuveiro, sentiu uma dor horrível e resolveu caminhar no parque.

Blusa negra, olhos vermelhos, era um visual totalmente sombrio para um passeio em plena Segunda-Feira. As nuvens estavam em cima da lua, e ela estava linda, maravilhosa. Até que Jean sentou em um banco, tirou o cigarro do bolso e o acendeu. A dor cessou um pouco, até que surgiu uma mulher ao longe. Cabelos negros e pele branca como a neve, Jean sentiu uma sensação estranha, a dor estava voltando.

Ela se aproximou e sentou ao lado de Jean. Perguntou o que ele fazia naquele lugar escondido. Ele disse que estava procurando alguém. A moça perguntou diretamente se ele havia encontrado. Jean não sabia bem, mas a dor estava insuportável, então sorriu discretamente e disse “talvez”.

A moça pegou em sua mão, notou que estava gelada e sorriu. Ele se levantou e a acompanhou, perguntou para onde ela estava o levando.  Ela disse que era para seu apartamento. Jean começou a suar frio, ela não parecia ser ingênua, mas a dor estava aumentando cada vez mais. Ele também estranhou dela não perguntar de seus olhos vermelhos.

Ela abriu a porta e Jean entrou. Ele tinha aprendido a disfarçar a dor com o tempo. A garota abriu sua jaqueta de couro e a jogou no chão, estendeu a mão no corpo de Jean, passou a mão direita na barba dele e o fitou com os olhos negros e desafiadores. Jean sorriu, já estava excitado.

Chegou a dois dedos de sua boca, sorriu maliciosamente, ela mordeu os beiços e o afastou. Tirou a blusa branca que caía perfeitamente em seu corpo, os seios dela eram lindos.  Ele deu um passo à frente, segurou firme com as duas mãos, seus olhos estavam cada vez mais vermelhos, ele estava louco para acabar logo com aquilo.

Ela sorriu. Estava louca de desejo também. Então levou as mãos até as calças de Jean, as desabotoou, nisso, ele a jogou na cama. Ela fez cara de indefesa, mas de indefesa não tinha nada. Jean engatilhou até ela, se aproximou de sua boca novamente, ela dessa vez mordeu os lábios dele. Ele ficou louco, com mão em sua nuca, ela puxou seus cabelos.

Com a mão direita deslizando naquele corpo branco e gostoso, ele estava explodindo, tirou o sutiã com apenas uma mão e mordeu levemente, ela arrepiou o corpo todo e com a língua ele deslizou por ela. O fim cabe a você imaginar, mas só digo que foi no mínimo excitante.

Após aquela transa deliciosa, Jean sentiu seus olhos voltarem a ser castanhos, ele sentiu um alívio e apagou. Na manhã da Terça-Feira Jean acordou no banco do parque, ele ainda sentia o cheiro do perfume amadeirado daquela linda morena e ele não tinha remorso daquela noite incrível.

Depois daquela noite, Jean nunca mais precisou transar com pessoas ingênuas. Ele estava totalmente curado de sua maldição. Porém, agora ele estava dentro de outra, que era encontrar aquela mulher que roubou o seu coração. Tarefa essa que era quase impossível, pois Jean morava em uma cidade com quase 5 milhões de habitantes.

Porém, todos os dias Jean ia ao parque. Por 3 anos, ele esperou uma oportunidade de encontrar aquela mulher. Mas até que um dia, ele encontrou um bilhete naquele banco. O bilhete dizia:

“Obrigado por me libertar. Você me trouxe uma magia diferente e descobri que poderia viver após estar com você. Todos os dias eu observava você sentado no banco. Mas eu nunca cheguei perto de ti. Pois eu sabia que aquela noite foi eterna e deveria ficar dessa forma. Coisas boas devem ser eternizadas.”

Jean sorriu e saiu do parque. Essa foi à última vez que o vi. Não sei se ele morreu. Só sei que ele entendeu a mensagem. Momentos bons não podem ser repetidos, apenas relembrados.


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sábado, 21 de junho de 2014

Imagine


A noite mais uma vez foi encerrada. Em seu quarto sombrio se encontra o garoto sem face. 20 anos, várias histórias e muita melancolia em seu olhar. O vento frio passa pela janela e encontra as suas entranhas podres, ao lado um livro que ele devia ter lido há muito.

Um copo de café já foi bebido. O olhar continua fosco, como aqueles carros de merdas que os playboys da cidade grande gostam de ter. As mãos tremulas ansiando fazer algo diferente. Mas ai ele relembra toda a mesmice que se encontra em sua semana. Acordar, escovar os dentes, ir para o trabalho, escrever textos chatos, espremer seu cérebro para escrever coisas que ninguém vai ler.

Olha para o braço. Em seu braço está escrito Imagine. Imagine o que filho da puta? Imagine uma vida mais agitada? Não, na verdade o imaginar está em fazer aquilo que ficou na vontade. Coisas além de uma pessoa comum – comum, tá ai mais uma definição sem sentido.

Pensa com todas as forças em levantar dali e fazer algo.  Não sabe ao certo o quê, mas já está cansado de imaginar e não fazer porra nenhuma. Ele sabe que a vida é o que é. Mas dentro de toda essa mesmice, quem sabe um dia ele não encontre uma saída? Sabe, igual aqueles filmes que tem um final lindo.


Porém, depois de pensar tudo isso, ele fecha os olhos e imagina. Imagina que as coisas pudessem ter sido diferentes. Imagina que ele poderia ter ido além do simples sorriso. Imagina que aos poucos seu entorno poderia ser melhor. Imagina com todas as forças, porque está esperando que algo aconteça. Enquanto seu mundo real está a um passo de desmoronar, ao menos em sua imaginação ele vive e não apenas existe.


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sexta-feira, 6 de junho de 2014

A vida é tão vida



Já são 7 e 20 da manhã. Mais um dia raiou no rosto do jovem de 20 anos. Seu nariz está entupido, a garganta arranhando. Malta tocando no fundo (não conhece? Precisa).  Olhar profundo em um castanho claro cheio de remelas. Observou uma pilha de livros e sorriu, sorriu? De onde veio esse sorriso?

A vontade de encarar aqueles livros e crescer mais um centímetro de sua humanidade. Mas porra, hoje é Sexta-Feira, pensa em sair demônio. Não, ele está tranquilo. Sabe que precisa se conhecer mais a fundo, porque se perdeu em suas reclamações cotidianas.

Um violão encostado na parede – por que não aprendeu a tocar? Não sei. Mais uma pergunta que vai ser respondida com o passar dos dias. Bolsas e resumos de matérias espalhadas pelo colchão. Mais um ícone de que sua semana foi corrida. Logo mais precisa levantar da cama e encarar mais um dia de trabalho. Bom, ele não está triste com isso.

Hoje ele sentiu uma vontade de colocar uma roupa leve no carro e correr depois do expediente. Correr e ver o suor passando por seu rosto.  Observou o notebook em cima de sua barriga – e que barriga. Se perguntou o motivo dele ter chegado a tal ponto. Não achou respostas, na verdade sempre colocou a sua cirurgia de ligamentos como desculpas – é um filho da puta mesmo.

Porém, hoje é dia de mudar, encarar a vida de uma forma diferente. Ele está sorrindo, levanta, toma um banho e encara esse dia. Porque a vida não é tão desprezível como um dia ele escreveu ou pensou. Ainda existem pessoas que valem a pena, e se não achar uma que valha, existe ele mesmo e enquanto ele for um ser humano digno, haverá por quem lutar. 


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domingo, 18 de maio de 2014

Lucas e o Porco Mike


Ele está sentado ao lado de Mike, o porco. Mike é a única coisa que lhe restou de amigo. O lugar é afastado, ele vive em um porão com cheiro de mofo.  Esse é Lucas, um escritor, sim, escritor. Já publicou  5 livros, todos de grande sucesso.  Dentro dele existe o dom de brincar com as palavras. Ele cativa as pessoas, mas para ele, as pessoas são nojentas.

Tudo começou com um sonho. O sonho de que as pessoas realmente valiam a pena. Porém, Lucas percebeu que de perto todos são psicopatas.  Alguns são explícitos e outros  mais escondidos, sabe, para manter as aparências. Aparências, tá ai outra coisa que Lucas odeia.

Um dia ele tentou mudar o mundo e sabe de uma coisa? O mundo mudou ele.  A cada tentativa de ajudar ele recebia uma ressalva ou resposta negativa. Tentou cuidar de si mesmo, mas só lhe sobrou a solidão. Desde sempre foi uma pessoa honrosa e fez as coisas certas. Mas isso só lhe afastou da humanidade.

Pensou em se suicidar inúmeras vezes. Porém, o Lucas nunca passou de um covarde. Bem no fundo ele acreditava que poderia mudar as pessoas e mais, as pessoas poderiam lhe dar um sabor especial na vida. Mas sabe de uma coisa? Ele sempre esteve certo. Pessoas são desprezíveis.

Hoje ele vive com Mike. Mike tem um cheiro insuportável. Mas Lucas não se importa,  já que apesar dos pesares, Mike está sempre com ele. Mesmo sabendo que quando ele morrer, o porco não vai ligar em  comer suas  entranhas. 


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sábado, 10 de maio de 2014

760 dias


Era tranquilo, bonito, não tinha problemas algum com mulheres, sua  vontade de mudar o mundo estava além de qualquer um. Era arrogante, é bem verdade. Mas tinha o poder de mudar e mais que o poder, tinha a tal da esperança em si mesmo e nas pessoas.  Porém, como um faz de conta assassinado, tudo isso foi tirado.

A pressão de mudar o mundo caiu em seus ombros. Agora a opinião alheia valia mais.  Seu sonho inicial foi retirado e o gostar trucidado. O que fazer agora? Quem sabe se apoiar em algo capitalista. Isso quem sabe não iria melhorar um pouco a miserável vida.

Mais uma escolha errada. Um ano de dor e desilusão. Cada dia era uma desgraça maior. Colocar um fim em seu sofrimento se tornou uma opção pensada. Mas um dia, um amigo pra lá de cético deu uma ideia. Colocou em seu subconsciente um objetivo. Um objetivo insano, mas que poderia dar certo.

Antes da escolha se chateou ao máximo. Porque em paralelo a tudo aquilo existia a dor sentimental. Para piorar a situação, uma outra personagem entrou em cena. Dor, dor e mais dor. Dessa vez o fato consumado. A ilusão de uma verdade mal contada. Que acabou com um singelo olhar frio e um oi.

Hoje a vida é estranha. Não tem objetivo, não tem nada. Seu físico está uma merda. Sua vida está uma merda. A vontade de mudar não existe mais. Nada existe. Apenas um ser humano procurando um caminho a ser trilhado. É interessante como uma vida pode mudar tanto em apenas 760 dias.

760 dias do cão.


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sexta-feira, 25 de abril de 2014

Arrependimento Solo


Aula prosseguindo normalmente, algumas poucas coisas que eu não sabia sendo ditas. Outras que eu aprendi em um futuro distante com o anseio de me tornar um grande escritor. Grande escritor eu não sou, tampouco mediano. Apenas um blogueiro metido a intelectual que está tentando levar a vida na boa, deixando de lado todos os fracassos emocionais e intelectuais.

O olhar é desviado do professor. Começo a observar as pessoas, poucos estão prestando atenção, fico entristecido de saber que o curso de Comunicação Social não passa de um conseguir diploma e ganhar um salário um pouco menos medíocre. Até que reparo uma mão mexendo no celular.

Essa mão supostamente estava respondendo uma mensagem, até que percebo um brilho. Um anel, anel não, uma aliança. Reparo meu dedo, ele não tem mais uma. Lembro dos momentos bons, sim, dos vários momentos bons. Sinto um medo de não me completar mais. Porém, apesar dos pesares, sei que fiz a escolha certa.

E de imediato, vem às lembranças ruins. Mas eu sei que todo ser humano é imperfeito. Logo, é normal ter momentos ruins e bons. Fecho os olhos, penso no fim do sofrimento até que sou interrompido do meu devaneio por um colega de sala. Fito o olhar, não ligo pra pergunta. Penso novamente e chego à conclusão que não importa a decisão que eu tomasse, eu me arrependeria. Então de arrependimento em arrependimento.  Prefiro que seja solo e não em dupla. 


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quinta-feira, 17 de abril de 2014

Cremone de Presidente Prudente querendo “vender pneu adiantado”


A Cremone de Presidente Prudente tentou me vender um pneu adiantado (prefiro usar esse termo). Fui fazer a troca de óleo ontem, um mecânico me chamou para dar uns “conselhos”. Segundo ele, eu teria que trocar várias peças. E uma dessas peças era o pneu traseiro. Eu não entendo nada de moto, então ele falou que faria um orçamento e um outro funcionário o fez.

Visivelmente o pneu estava intacto, mas eu não tinha certeza há quanto tempo meu irmão o havia trocado. Então perguntei, meu irmão me disse que fazia menos de 4 mil km. O normal é que um pneu dure entorno de 15 mil Km.  E esse mecânico (que não me lembro o nome) tentou me “vender um pneu antes da hora”.

É ridículo não poder confiar em profissionais de área nenhuma. Nosso país está cheio de pessoas corruptas e cobrar mudanças dos políticos é quase uma  hipocrisia. O primeiro passo que precisamos dar é mudar o “cérebro doente” do povo brasileiro. Porque gente corrupta merece político corrupto. Essa é a cruel verdade canarinha. 


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domingo, 13 de abril de 2014

Futebol de Várzea


O suor desce nos olhos.  A bola é dividida entre você e o adversário. Você arranca e sai na cara do gol, tenta dar uma cavadinha, mas manda a bola para fora. Outro lance acontece e dessa vez você bate firme na bola, ela “emburrada” morre dentro das redes. Outra jogada, dessa vez, você perde a pelota e o jogo continua.

Esse é o futebol de várzea. Emoção desde o inicio! Mas tem algo que é mais importante do que o vencer nesse futebol, e é a amizade e o amor pelo futebol. Sim, é possível colocar a amizade acima do vencer. Porque jogar apenas por vencer não passa de um pensamento limitado e muitas vezes doentio.

O futebol é contato, mas temos que saber que esse contato vai até certo ponto. Ser maldoso não passa de uma atitude estúpida. Ganhar faz parte e todos querem isso. Ninguém joga para perder, mas existem lances que dão no mínimo nojo. Existem pessoas que querem jogar futebol apenas para a violência, e isso não passa de uma grande estupidez, já que o futebol de várzea não tem como objetivo a violência.

Depois do jogo, pede uma Coca, “sete conto véi? Tá caro! Mas vou levar!”. Assuntos do jogo, assuntos do futebol de fora. Campeonato Brasileiro tá fraco? Que tal falar de inglês, italiano? Vai prestar um concurso?   Passou? Vamos jogar moeda em você, porque você é mercenário! É claro que não passa de brincadeira, porque o futebol de várzea é acima de inimizade, ele une as pessoas entorno do que elas mais gostam de fazer, jogar futebol.


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sexta-feira, 28 de março de 2014

Por que o vaso sanitário é confortável?


Semana de provas é um inferno! Maneira um pouco quanto diferente de começar um texto sobre Vasos Sanitários, mas tem tudo a ver e você vai entender o porquê. O vaso sanitário é um dos maiores consumidores de água de residências e empresas, e não é por menos, já  que seu uso é crucial.

O formato ovalado e sua circunferência são excelentes para relaxar, sim, relaxar.  Estava eu essa semana todo enrolado com as provas, enquanto estudava deu uma vontade de ir ao banheiro (trono ou seja lá  como você chama), então eu levei o caderno e estudei enquanto fazia minhas necessidades básicas.

Hoje li a reportagem da Veja sobre o filme Robocop do diretor brasileiro Padilha, durante tal. E já notei que é possível ler livros, fazer cálculos e até mesmo usar o notebook ou,  nos casos mais extremos carregar seu Computador para banheiro (tá, exagerei, ou não?). O fato é, a vida cotidiana é extremamente maçante e uma das respostas para o vaso sanitário ser tão confortável é a comodidade que possibilita que façamos mais que uma coisa ao mesmo tempo. Agora vai me dizer que nunca respondeu uma mensagem enquanto estava no banheiro?

É possível fazer várias coisas quando se está no banheiro. É até um pouco nojento pensar nisso. Mas essa sociedade que está cada vez mais estressada e apressada, de tal forma que essa explicação se torna plausível. O que me preocupa é até que ponto as pessoas estão deixando de fazer suas necessidades básicas em paz (lê-se: cagar em paz) por causa da correria do dia a dia. Enquanto não achamos uma resposta a essa pergunta, o jeito é saudar o Vaso Sanitário. Obrigado por ser tão confortável!


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terça-feira, 25 de março de 2014

Grande vão


É triste aceitar que a vida não passa de um ficar só. É agoniante saber que poucos estão ao seu lado. Dá um aperto no coração saber que um amigo verdadeiro de tempos atrás, não passa de um perfeito desconhecido hoje em dia.

É complicado ver a vida passando e não sendo vivida de verdade. Machuca saber que a superficialidade tomou conta das pessoas. E o pior é saber que você não passa de um ser superficial também.

Desanima saber que nunca seremos lembrados. A cada passo dado, um olhar para o fracasso. Fica difícil saber qual o objetivo da vida. Será cair de cabeça em uma rotina maçante? Buscar aceitação? Falta objetivo e norte, assim como o início. Tudo não passa de um grande vão.


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terça-feira, 11 de março de 2014

Curta a vida de verdade



Hoje  passei por uma situação interessante. Quando acordei, sentei na frente do computador e vi que estava sem internet, então comecei a olhar as fotos antigas. Observei as primeiras viagens para a praia, vi a época e lembrei como era minha vida tempos atrás.

Observar as fotos antigas é como reativar algum botão das memórias esquecidas, a cada foto vista, uma nova passagem vinha à minha mente. E pensei: “Uau, por que não vejo as fotos há tanto tempo?”.

É claro que eu tenho a resposta, é porque somos viciados em internet. Queremos a interatividade atual e esquecemos que já vivemos acontecimentos inesquecíveis, sim, inesquecíveis. E o mais triste é que não nos libertamos para novos acontecimentos.

Mas por qual motivo queremos a aceitação das pessoas? Por que a cada foto postada, queremos uma curtida e até mesmo comentários?  Que diabos isso vai mudar na minha e na sua vida? Nada. Exatamente nada.

O ser humano é um bicho social, que precisa de contato e aceitação das pessoas. Porém, isso  não é uma resposta aceitável , porque eu conheço pessoas que deixam suas vidas estagnadas para ficar na merda do Facebook e mais, vejo gente que não larga a merda do celular quando está assistindo uma aula na faculdade.

Nesses momentos eu vejo quanto o vício pode ser prejudicial. Fico feliz de não ser tão viciado assim, eu sei que passo grande parte da minha vida  no Facebook, mas ao menos quando estou trabalhando, assistindo aula ou fazendo algo da faculdade, eu saio dessa rede social dos infernos.

Faça o mesmo. Não faz mal. Viva mais. Esqueça um pouco a internet. Curta a vida de verdade ( e não estou falando de apertar um botãozinho do Facebook ). Aproveite os momentos. Deixe seu Facebook fechado pelo final de semana. 


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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Um pingo de esperança


Cada dia que acordo, vejo um horizonte repleto de incertezas, um sonho que parece distante, quase impossível. A cada acordar para ir para o estágio, sinto o frio  da estagnação. A cada aula dada e rabiscada em meu caderno, não vejo um futuro próspero.

Um desejo de ser jogador de futebol se transformou em virar jornalista esportivo, mas vejo a concorrência árdua e uma limitação imposta por mim mesmo. O caminhar é duro e dolorido, até que no meu almoço vejo um pingo de esperança.

Leo Bianchi apresentando o Globo Esporte. Logo ele que é formado na FACOPP, mesma faculdade que eu curso, então o sorriso veio a tona novamente e o desejo de lutar, porque mesmo apesar de todas as dificuldades, agora eu sei que é possível.

Dar esperança para um louco é a mesma coisa que dar um revolver para um assassino. Algo eu vou fazer com isso ou pelo menos tentar. Porque eu sou um ex-futuro jogador de futebol frustrado que quer ser um jornalista esportivo.

Não quero trilhar caminhos já trilhados, mas ah como é bom saber que é possível andar nessas estradas esburacadas.


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O ladrão de sentimentos


Ele era um cara estranho, olhar displicente, e ideias paranoicas, mas continha uma qualidade insensível. Ele adorava roubar sentimentos. Talvez você se pergunte o que é roubar um sentimento, então vou te explicar com um caso.

Valter era um garoto solitário, adorava ficar sozinho e tinha poucos amigos. Até que um dia ele conheceu Estevam, um outro cara diferente da maioria. Porém, ele tinha algo que era totalmente oposto a Valter, ele era bonito e popular.

Um dia o garoto inocente teve a péssima ideia de falar os seus sentimentos para Estevam, ele gostava de Joana e sabia tudo sobre ela. Então, Estevam começou a entender o universo peculiar da menina e descobriu coisas que nenhuma outra pessoa poderia desvendar.

O tempo foi passando, Valter esqueceu Joana ou fingiu que a esqueceu. E quando menos viu, Estevam estava com ela. O garoto ficou pasmo e pensativo. Afinal, como ele fez isso e por que o fez?

Valter deixou para lá, pensou que era natural essas coisas acontecerem, mesmo o mundo sendo tão imenso! Tá,  na verdade uma coisa não saia de sua cabeça: “Por que ele tem que ficar com a menina que ele gostava?”. Será que mesmo depois de tempos, esse pensamento era normal?

Depois de algum tempo, Estevam tirou toda a inocência de Joana e a jogou para escanteio. Assim como fazia com tantas outras mulheres.  Valter se perguntava sempre a mesma coisa e passou a esconder os devaneios de seu amigo. Mas no fim, Valter sempre soube que sempre tivera poucas pessoas para falar de seus pensamentos obscuros. Então se livrar de Estevam era algo que ele não poderia fazer.


Continue abrindo a mente!

Faça seu dia valer a pena

Chove para os justos e injustos

Religião não é sinônimo de estupidez




terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Faça seu dia valer a pena


O tempo vai passando, em alguns momentos acabamos fazendo coisas pelas quais não nos orgulhamos, alguns erros e mais erros. Em alguns casos, o cotidiano acaba nos forçando a atitudes nada honrosas.

A estrela cai sob nossos olhos, ao longe está um brilhar tardio, quase inexplorado. A tinta da caneta atinge nossa mão, um olhar seco e sem sabor, fazendo com que você se lembre que erros são feitos para ser corrigidos e não repetidos.

A vontade de dormir vem, mas dormir para esquecer ou dormir para descansar? Muitas vezes essa é a pergunta mais obscura a ser respondida. Porque a vida é cansativa, mas o cansaço está na quantidade de erros, porque ninguém demora a cair no sono depois de atitudes boas.

Esse medo corrói o passar de datas, porque no fundo, dias de cansaço não passam de dias de derrotas. Está na hora de trazer glória ao dia-a-dia, porque só esperar que o dia termine bem não é o que queremos para nós. 


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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Simplesmente acontece


Ele era jovem e imaturo, tão lúcido quanto uma garrafa de vodka para um bebê, ele tomava cachaça ao amanhecer, ligava seu notebook e assistia seus pornôs suaves, via tv e depois imitava o Kurt Cobain que faleceu há muito.

A vida passou, ele viu cavalos cor de bege, até que em um belo dia avistou a garota ruiva. Pele branca feito a neve. Ele pensou: “Caraca, porque meu coração faz tanto barulho?”. Ele tinha caído de paixão assim como uma manga na estação.

Jogou tudo para o alto e foi falar com a ruivinha. Ela não deu moral, então ele mudou, mudou conforme sua necessidade de conquista. Mandou flores e até fez uma serenata a lá Red Hot Chili Peppers, ela não curtiu, então resolveu desistir.

Certa vez, ele viu a ruiva nos arredores de seu bairro, na zona oeste de São Paulo, ela estava mais perdida que filho da puta em dia dos pais, então ele a chamou para entrar em sua casa e resolver o que fazer, não me pergunte como ela aceitou, mas ela foi.

A moça viu sua moradia e sua rotina, o garoto tinha tirado a carapuça e agora estava pouco se fudendo em agradar aquela menina. Então ela se apaixonou por aquele ser, meio desocupado, meio folgado. Eles ficaram juntos e se amaram, sem cobranças desnecessárias. E no fim das contas o rapaz desistiu de querer as coisas de forma forçada. Porque tudo que é para acontecer, simplesmente acontece.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Rotina



Acordar, tomar banho, beber um café, me arrumar ( menos o cabelo ), pegar a moto e ir para o estágio, cumprir a carga horária, voltar para casa, tomar um banho, comer algo, ir para a faculdade, voltar para casa, trocar de roupa, mexer no pc, deitar, dormir, acordar, tudo começou de novo.

A sexta-feira chegou, o que fazer? Ah, hoje quero ficar de boa! Ver minha  namorada, assistir televisão no sofá. Sábado é dia de fazer algo diferente, domingo, poxa, domingueira tem que jogar aquele futebol.

Ver as noticias do campeonato inglês,  descansar a tarde, comer o rango gostoso da mãe, a vida vai seguindo. Segunda-Feira voltou a bater na porta, trabalhos da faculdade, mais um dia, um dia atrás do outro.

A pergunta que fica no ar é: “Quando vou ser jornalista e cobrir a Copa do Mundo de 2022?”


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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A vida é triste



A perna necrosada, mancando, uma filha de cerca de dois anos linda, sua esposa grávida e uma casa humilde, desempregado. A pergunta que fica no ar é: “ Por que aquele maldito fez uma coisa tão desonrosa que fez com que ele tenha que pagar tal quantia para uma empresa?”.

Os anos foram passando, essa memória tinha sumido do meu eu, até que como um turbilhão, ela retorna e me atormenta. Não sei exatamente o que fazer, mas depois de pensar muito, cheguei na conclusão que não há nada a ser feito.

Sem poder financeiro, tampouco do tempo. Os anos já corroeram essa lembrança infeliz. Todavia, não sei o motivo, mas a mesma me persegue, fazendo barulho igual o ar condicionado do quarto dos meus pais.

A impotência de saber que um ato desonroso afetou tanta gente. E aos poucos vou aprendendo que a vida é, no mínimo, triste.


Abra a mente: 





terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Chove para os justos e injustos


O raio assombra as nuvens, elas atordoadas despejam seu suor sobre mãos e olhos humanos. Esses pensam serem abençoados, mas no mesmo plano estão estupradores, religiosos e ateus. A água percorre o semblante, até cair na terra, encharcando-a do H2O mais puro.

O homem arrogante se diz merecedor daquela água supostamente abençoada, mas mal ele sabe que todos têm direito de recebe-la, porque hoje todos estamos aqui, amanhã não mais. No fim, todos seremos sepultados ou cremados, transformados em matéria paralisada.

Se você faz coisas boas, elas podem voltar para você, assim como uma grande corrente sem fim. Porém, se cultiva o mal, pode ser que ele retorne, todavia, a grande verdade é que hoje, tudo acontece pelo mero acaso.


Tu caminhas por ruas estreitas e às vezes é atordoado. Isso pode significar algo para você, mas um dia você entenderá que tudo isso não passa apenas de acontecimentos feitos por sua vivência. Entenda, as coisas acontecem apenas porque devem acontecer. Apenas isso.


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quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Não compre na Casas Bahia


Comprei o produto “Bike Vertical Mecanica HC 3015” no dia 13/01/2014 no site da Casas Bahia. Paguei com cartão de crédito, a nota fiscal veio no meu email, até ai tudo bem, até que a TransFolha ( transportadora fantasma ) passou em minha casa e não encontrou ninguém por duas tentativas.

Foi ai que começou o inferno. Liguei no SAC da Casas Bahia, e uma funcionária não sabia informar o que acontece após a terceira tentativa de entrega e eles não sabiam nada sobre a Transportadora. Meu, como uma empresa como a Casas Bahia deixa a entrega de uma transportadora e não tá nem ai para o que essa transportadora faz com o produto?

Fui na empresa física no calçadão de Presidente Prudente, fui muito mal atendido por um senhor de cerca de 50 anos, subi no crediário e a mulher me atendeu com um ar de ironia e disse que não tinha nada a ver com a loja virtual. Liguei novamente no SAC da empresa e novamente, uma mulher chamada Elisângela me disse que eles não sabiam nada sobre a Transportadora.

Conversei no Chat com um tal de Welington ( se quiserem eu disponibilizo a conversa ) e esse cidadão disse que iriam me ligar antes da terceira tentativa. Acontece que eu não sei se vai ter alguém no endereço de entrega, já que todos da casa trabalham e até agora ninguém me ligou. E eu queria ir buscar o meu produto na transportadora, fazer meus exercícios e ficar na paz!

Porém, hoje dia 23/01, foi a gota d’água, pedi para minha mãe ligar no RH da TransFolha, a mulher pediu para minha mãe ligar depois de 1 hora, meu irmão ligou e a mulher simplesmente disse que o aparelho já estava em Prudente e eu deveria procurar a Casas Bahia mais próxima.

Fui na Casas Bahia do Prudenshopping, e novamente fui abordado por um funcionário sem educação. Eu falei meu caso e ele disse com ar sarcástico que ninguém poderia fazer nada, então eu pedi para ele me encaminhar para alguém que fosse capaz de solucionar, então conversei com a encarregada do local, essa foi atenciosa e me explicou que não era possível, porque as lojas eram separadas.

Então ela pediu para eu tentar falar com o SAC da Loja Virtual, depois de esperar vários minutos, consegui falar com um tal de Victor, eu falei meu caso e a ligação caiu. Tentei novamente contato e depois de 10 minutos, falei com uma tal de Paloma, essa foi totalmente estúpida comigo e disse que o sistema estava fora do ar. Pedi a ela um número e como poderia fazer para cancelar a solicitação, ela me passou um número.

Esse número era de uma secretária eletrônica e ela não me direcionou a local algum. Até que a funcionaria me ajudou e fez com que eu esperasse 25 minutos para a ligação cair, então eu simplesmente fiquei com raiva e sai da loja.

Nunca fui tratado com tanto desrespeito de uma loja, já efetuei dezenas de compras na internet e nunca vi uma empresa não poder dar sequer o numero da transportadora. Eu queria a minha bike, mas acho que vou é cancelar essa compra.

E espero que todos vocês não pensem em comprar na Casas Bahia. Porque a loja não tem funcionários capacitados e o sistema da loja não está nem ai para nós, consumidores.

Eu queria apenas o número da transportadora que está com a minha bicicleta. Mas pedir isso parece ser muita coisa para esse bando de incompetentes. Nunca pensei que uma loja dessa dimensão pudesse ser tão displicente.

Eu odeio a Casas Bahia. Nunca mais compro nessa loja. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Só quero que o dia termine bem

Já passou a época em que esperava coisas grandiosas do meu dia, e olhe só, nem faz tanto tempo assim. Porém, vejo que a cada girar do Sol, estou mudando, não sei se para melhor ou para pior, seria até arrogância querer deduzir isso.

Vejo os amigos de ontem ficando para trás, é claro que uns poucos ainda me acompanham. Todavia, em alguns momentos, a vida se mostra uma perambulante amarga e sem sentido. No entanto, o que eu posso fazer a respeito?

Livros e artigos já foram devorados, mas nada que chegue perto de resolver meus impasses.  No máximo, uns raros lampejos. Hoje a única coisa que eu quero, é que tanto eu quanto as pessoas queridas fiquem bem. Sei que seria presunção demais desejar isso para todo o mundo, já que enquanto escrevo, sei que têm pessoas sendo violentadas, assassinadas, trucidadas.

Prefiro pensar menos. Mas no fundo eu sei que o mundo lá fora é bem mais obscuro do que aqui.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Religião não é sinônimo de estupidez


Algumas pessoas têm o dom de incorporar tudo que um outro alguém fala, deixa de falar e etc. Antes de achar ruim, não venho aqui para falar mal de religiosos. E sei que às vezes sou um pouco chato em relação ao assunto. Na verdade, venho aqui para exaltar minha insatisfação com o fanatismo.

Sim, o culpado de todo o sangue que a religião derrubou, não foram os crentes em Jesus cristo, tampouco em buda, mas sim os estúpidos, retardados, bitolados, que exprimiram tanta estupidez, achando que apenas o derramar de sangue seria capaz de exaltar uma crença.

Infelizmente, ainda existem alguns seres arcaicos que habitam a Terra. Porém, diferente do uso da espada, eles usam o capital. Impõem a pressão do dinheiro. Pobres almas,  não passam de seres asquerosos que estão perdidas na imensidão do tempo.

Queria eu, que o inferno existisse realmente, para quando eu fosse amaldiçoado por minha heresia, eu possa ver de camarote esses seres hipócritas serem molestados pelo diabo. Eu sorriria, arrancaria sangue dos meus lábios, mas juro que a satisfação estaria em meu semblante toda vez que os desgraçados gritassem. Porque deixo a bondade para quem acredita em castigo divino. Eu quero é justiça.