quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Não sonhe. Faça





O vento bate na cortina, um ar gélido e descontínuo, a respiração se prolonga, as folhas estão espalhadas pela mesa. A busca pelo objetivo anseia ação. A ação simplesmente não aparece e a confusão toma conta. Afinal, o que diferencia um querer de um fazer?
Os anos estão passando, a recessão parece bater na porta. O desejo e o vício tomam conta. Os sonhos primários e secundários já ficaram para trás. A busca pela salvação perpetua o coração solitário. A vida está indo e as mãos estão ficando calejadas de tanto apertar o lápis que insiste escrever palavras errantes.
Os olhos castanhos não choram mais. Porém, o caminho estagnou. Agora, é agarrar um objetivo com unhas e dentes. Porque é a única coisa que sobrou em uma sociedade que não deixa as pessoas sonharem.

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