quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ninguém abre mão

Dizem que a vida é boa. Porém, esqueceram de ressaltar que esse bom só está dentro da concepção limitada de mundo. Caso você olhe firme para a vida, saberá que não existe quase nada de bom nesse passar de datas: é tanta podridão que dá nojo.

Embora existam momentos razoáveis, na maioria das vezes, a vida não passa de um lugar vago e sem sentido. É de tão ruim que às vezes penso em voz alta: Será que o problema sou eu?!

Não consigo deixar as pequenas percepções passarem. Para mim, tudo que acontece tem um motivo, e as pessoas agem de uma forma calculada ( mesmo que seja no subconsciente ).

Ninguém abre mão para nada: seja um teor profissional ou até mesmo um pequeno esforço pessoal. Tudo que querem é usurpar o sentimental alheio sem moderações.

Sempre quando penso racionalmente me dá vontade de chorar e abandonar esse mundo. E o que me deixa mais chateado é saber que faço parte desses seres desprezíveis.

Um comentário:

Ricardo Macagnan disse...

Crise existencial, caro amigo Reinaldo?
Sei bem como é, já passei por esta fase. E só me senti em paz quando admiti que não era e não queria ser igual aos outros e que estava perdendo a minha "essência" caso quisesse continuar me comparando com "a massa". O grande desafio é saber equilibrar-se entre o nosso "eu interno" e o nosso "eu social". A busca de resposta para a pergunta "Quem sou eu realmente? Quanto de mim é criado pela sociedade e quanto de mim sou eu mesmo?" já me atormentou muito até entender que não adiantava buscar respostas nas outras pessoas porque elas também estavam tão ou mais desconectadas de si mesmas, tão ou mais perdidas de si mesmas quanto eu. E por não terem noção do distanciamento de si mesmas, acabam agindo por repetição de comportamentos que estão "na moda". Fico pensando se em algum momento essas pessoas tiverem que "olhar para dentro" delas mesmas, se serão capazes de se reconhecerem ou se enxergarão apenas um espelho que reflete o que passa em sua frente.

Abraços!