quinta-feira, 27 de junho de 2013

Um ano se passou


Dia 27 de junho de 2012, foi há um ano. Muitos corinthianos lembram dessa data como a primeira partida da final da Libertadores da América contra o poderoso ( nem tanto ) Boca Juniors. Mas eu não ( apesar de ter visto a final na cama do hospital ), eu me lembro dessa data como o dia em que era para começar a minha recuperação.

Digo que era, porque faz um ano que fiz a reconstrução de ligamentos do meu joelho e ainda não consigo voltar para minha vida normal. Quando jogo bola, meu joelho dói, não posso fazer nenhum tipo de esforço que sinto essa porra de joelho.

Mas o mais estranho é quando o tempo muda e sinto uma sensação esquisita, como se fosse uma parabólica ambulante. É foda ter essa sensação e o mais foda é não poder voltar a fazer o que eu mais gosto, que é jogar futebol.

Queria poder voltar a sentir a sensação de disputa que só o futebol proporciona. Mas é como se esse direito fosse roubado. Bom, agora não tenho mais meus oitenta e poucos quilos, to mais para um pouco menos de cem.

Dizem que eu não posso reclamar da vida, que tem gente que tá pior que eu e não sei o quê. Sabe, eu quero mais é que se foda a limitação das outras pessoas. Não é porque elas estão fudidas que eu tenho que estar satisfeito com meus limites. Parece até uma frase babaca e estúpida, mas essa é a verdade.

E o engraçado que as pessoas que dizem que eu reclamo por pouca coisa estão boas, sem problemas físicos e tals. Quero ver é o que elas fariam se estivessem em meu lugar. E isso eu to falando só do físico, nem cheguei nos problemas mais complicados.

Enfim, eu queria falar que um ano depois da minha cirurgia e ter dois ferros enormes no meu joelho não serviram para muita coisa, apenas para eu saber que ter problema no joelho é uma grande merda.

Hoje sei que só vou poder ver as pessoas se divertindo e praticando esse esporte incrível. Porque eu, bom, eu não tenho esse direito. Eu só posso ver o futebol do banco, ao longe.


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