sexta-feira, 19 de abril de 2013

Só eu sei a dor que sinto

Lágrimas de sangue percorrem meu subconsciente, olhar maligno , pensamentos revoltosos e descontentes vem e vão, loucura dimensional e escarrada bate no peito, uma vontade de gritar sobe na garganta.

Dor, dor, dor. Muita coisa vem na mente, uma angustia no coração, uma saudade da época que isso não era corriqueiro, um aperto, uma vontade de aliviar a dor não importa como, um desejo de chorar, uma lágrima escorrida, um desprezo, uma vida, uma falta dela.

A vida não é tão boa quanto meus falsos sorrisos, sentimento de impotência vem ao ar, anseio de gritar, vontade de chorar. Arrogância e prepotência que não tem porque existir, um ar de moralismo que não é baseado em bosta nenhuma.

Vontade de aliviar tudo isso, de colocar um fim, desejo de aniquilar isso, vontade de se jogar no fundo do eu. Eu sei que isso é coitadismo e talvez até hipocrisia, mas não to perguntando se você liga para essa dor ou se acha que ela deve existir.

Não quero saber se você acha que tenho uma vida boa, não me importa a vida dos outros. Só eu sei o que eu passei ou o que passo dentro da minha cabeça e do meu coração. Não quero saber de suas lições de moral, eu sinto angustia, dor e quero expressar isso.

Tudo isso descambou a partir de algo superficial, até doentio. Dor, sempre dor, ela vai e volta, às vezes passageira, outras vezes como um mar de delírios, não aqueles celtas,tá mais para piegas, um abuso de sentimentalismo. Mas foda-se.

Escrevo para aliviar a dor. Não faço isso para ser técnico, já perdi essa esperança há algum tempo, sei que minha escrita é limitada, errônea e formal demais. Hoje em dia eu quero apenas partilhar meus sentimentos, minhas dores e meus medos, apenas isso.

Me desculpe se esse texto não te ajudou em nada, mas eu queria mostrar que eu tenho medo, eu tenho dor, eu tenho sentimentos, desabafando aqui, nesse que talvez seja meu maior confidente, o meu blog.


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