sexta-feira, 12 de abril de 2013

Céu de sangue

Céu ensanguentado de um vermelho desbotado, dor agregada em olhos amedrontados, pessoas morrendo, correndo desesperadas, praia sombria com os maiores males encapsulados.

Os tiros são deferidos pelas mãos inimigas. Todavia, não existe lado correto ou errado em uma guerra. Todos lutam por suas vidas, como um cão sarnento.

O sol lacrimeja raiares pelas nuvens, as luzes iluminam os semblantes e, apesar dos pesares ainda existe um pingo de esperança.

Até que do esconderijo sai um soldado enraivecido, atira inúmeras vezes contra seu adversário, os ataques são violentos e precisos, até seu crânio ser rachado pelo tiro de uma espingarda calibre doze.

Ratatatá! Todos caíram sobre a praia. O chão beija os inúmeros rostos sangrentos, desprezando suas cores e crenças, porque é esse o único momento de igualdade verdadeira. Porque no fim, seres humanos não passam de lobos sedentos por sangue.


2 comentários:

B. disse...

Ótima reflexão. O texto foi muito bem escrito: cheio de características e descrições. As cenas se interligam e o desfecho é surpreendente. Gostei bastante!

Aline disse...

Mundo pós apocalíptico em guerra? O ser humano levado pelos seus instintos? Genial seu texto!