quinta-feira, 28 de março de 2013

Quem roubou nossa coragem?!

Falando da Revolução Francesa e da Industrial, desmistificando as Cruzadas, mostrando os caminhos para se criar a opinião. Essa era minha ideia quando tinha 17 anos, cursava o terceiro ano do ensino médio e tinha muita vontade de mudar o mundo.

Ia passar valores e mais valores. Impor para todos os meus futuros alunos de forma ética e honrosa como crescer como ser humano. Criaria um ciclo de pirâmide ( relaxem! Não é do Herbalife ), esse ciclo intelectual consistiria em passar valores, e esses alunos passarem para outras pessoas.

Essa seria minha maneira de mudar o mundo, seria lindo, seria azul. Mas hoje me vejo começando minha segunda faculdade, desempregado, não mudando porra nenhuma para ninguém. Sou apenas mais um no meio da multidão, aquilo que talvez eu não quisesse ser.

Em um dia estava com dois empregos, ensino médio e jogando muito futebol. No ápice da minha forma física. No outro não tinha mais emprego fixo, não tinha mais vontade de escrever para o site que não vou citar o nome, bichei meu joelho e passei a engordar igual um porco.

Não estou reclamando, ok?! Porque foi a partir dessas passadas em falso que eu encontrei meu tesouro mais precioso. Mas que meu destino está me dando uma surra, ah, isso está.

Culpar o destino é fácil, quero ver se culpar. Então vamos lá! A culpa de tudo isso é minha, somente minha, não sei onde me perdi, mas sei que estou perdido. Não olho mais para frente e me vejo velho e feliz por ter sido um profissional bem sucedido.

Acho que estou com algumas metas, mas sem o desejo de mudar o mundo, sem forças para tal. E como dizia nosso glorioso Renato Russo: “Até bem pouco tempo atrás
Poderíamos mudar o mundo. Quem roubou nossa coragem?”

Queria responder essa pergunta, saber quem ou o que roubou minha coragem. A coragem de tentar fazer a diferença. O que aconteceu para os olhos ficarem foscos? Para se tornar mais um nessa porra de mundo. Eu não sei, só sei que aconteceu.

Cai no sistema ou o sistema caiu em cima de mim. Acho que cai na real e vi que não dá para mudar o imutável. Não tenho mais vontade de lecionar como tinha até pouco tempo atrás. Vou tentando me encontrar e quem sabe eu me encontro.

Nessa vida de encontros e desencontros, o que não falta é surpresa. E no meio desse mar de surpresas eu posso me achar. Ou me perder mais ainda. Então eu vou deixar rolar.


Um comentário:

Cris Dumont disse...

Muito legal a sua postagem, adorei! Você leu meus pensamentos, e sou bem mais velha que você. Boa sorte!