quinta-feira, 14 de março de 2013

Entrei no ônibus

Já parou para pensar que existem momentos que o passado parece bater de encontro com o seu presente? Ontem eu passei por isso, de tão semelhante, pareceu um Djavu, mas eu sabia que era outro momento da minha vida que me veio na memória.

Ontem era uma quarta-feira chuvosa, resolvi ir embora da faculdade um pouco mais cedo, cerca de quatro e meia, acabei entrando no ônibus da quatro e quarenta e cinco, logo aquele que eu sempre adentrava quando eu trabalhava.

Fiquei em pé como de costume, aquele ônibus continuava a ter a mesma superlotação daquela época, até que comecei a ir mais a fundo. Comecei a analisar o semblante das pessoas e vi que muitas daquelas pegavam o mesmo ônibus que eu há dois anos atrás.

Um pensamento vagante me veio na cabeça, e em todo momento me vinha a palavra “imutável” na ponta da minha língua, comecei a pensar em todas as passagens da minha vida, vi que estava em plena transformação e cheguei na conclusão que nada é igual ao que era.

Não tenho mais emprego, meu físico não existe mais, de escola passou para faculdade, e olhe só, estou começando meu segundo curso superior, já não sou mais imaturo e conheci o amor e vi que amor de verdade não machuca nem é indiferente.

Fazendo tal analogia, cheguei na conclusão que minha vida não está sendo jogada no vão como às vezes penso. Sei que mudei muito e a cada dia que passa, sofro as mais inúmeras transformações.

Tantos devaneios passavam por minha cabeça, até que meu ponto chegou, então eu apertei a cordinha e sai daquele busão lotado e pensei: “Sou diferente do Reinaldo que eu era, sem emprego, é verdade, mas nem por causa disso o diferente é pior”.



Um comentário:

B. disse...

E avante às metamorfoses! Transformações são necessárias e mesmo que as vezes elas venham carregadas de coisas não tão boas, ainda sim é melhor do que ficar a vida inteira parada, estática, imutável.