sábado, 8 de dezembro de 2012

O normal cansa

Estranho, egocêntrico, diferente, retardado, doido, louco , débil mental, psicótico, sociopata, excêntrico. São tantas as definições que já recebi nessa altura dos meus dezenove anos que não sei se consigo me lembrar de todas elas.

Normal eu sei que não sou, e me amo por isso. Me amo por não ser igual a populaçãozinha de merda que segue estereótipos de bosta e acha que está levando a vida na serena, na moral. Sim, vocês estão fazendo o que a porra da sociedade institucionalizou para vocês, e estão se fudendo com isso.

Não posso dizer que não estou incluso na sociedade, porque seria uma grande mentira. Tenho anseios capitalistas e preciso ter contatos sociais como todos, todavia, não sigo tudo o que as pessoas querem sobre mim, não sou assim tão comum.

O normal morreu de podridão de caráter e não viveu sua vida, foi sim um boneco manipulado por outro, outros que disseram que ele podia gritar, podia escrever, podia ler, podia opinar, podia viver.

E de tanto comandos, o ser humano se robotizou, e de seres robotizados a política gritou: “É isso que eu queria porra”, e de tanto falar porra e caralho o falso rebelde nadou contra a maré sem um objetivo verdadeiro, a lá revolucionários sem causas que só querem ver o circo pegar fogo.

O circo pegou fogo e depois sobrou apenas a armação de metal, foi lá o psicótico e matou o revolucionário que já não tinha um circo para colocar fogo, o psicótico não sabia o que fazer então morreu de desprazer.

A vida seguiu, o normal perdeu sua alma para o mundo conformista, o diferente que não tinha uma causa se fudeu do mesmo jeito e a vida seguiu nojenta e asquerosa como sempre. O amor não existiu na cabeça do apaixonado, o conhecimento não brotou no coração do intelectual e morreram tristes como sempre.

Ai foi um pau no cu e roubou todo mundo, espero que queime no inferno mesmo não acreditando em tal. E foi lá o despreparado e virou presidente da republica, com nove dedos ( capeta de nove dedos ? ) , ai foi lá o povo e endeusou o capeta e a vida seguiu.

Foi lá o certinho e viveu a vida de seus familiares, morreu e não jogou seu jogo de plataforma que tanto gostava. O magricelo precisou fazer academia para se estereotipar na merda dos moldes sociais e o gordinho ( olha eu ai haha ), bem, o gordinho queria emagrecer para ter mais autoestima.

E a vida seguiu, todo mundo com suas cabecinhas de retardados, assim como eu e você, seguindo a vida de um outro alguém, fazendo aquilo que o outro achou que seria o certo, inventando amores porque precisamos sofrer por pessoas que não nos merece e assim por diante.

Ouvindo algumas musicas que todo mundo ouviu, tentando remar contra a maré, fazendo tudo errado como sempre, erros sobre erros empoeirando o tumulo da dignidade moral.

A vida seguiu e todo mundo já estava morto, sem um olhar brilhoso, apenas com retalhos de um preto fosco sem sentido. Espero que um dia alguém aprenda a viver essa porra de vida, porque todos os filhos da putas, assim como eu, apenas existem.

Essa frase já ficou praxe em inúmeros textos meus, mas é a mais pura verdade...Não exista, viva... Queria saber quantas pessoas fizeram isso em todo o girar de globo, talvez umas dez?

Bom, eu não sou o total desarme social, só que também não sigo tudo o que dizem sobre mim, então vamos parar de ficar analisando os outros e se analisem. Parem de olhar o rabo dos outros e fiquem mais preocupados em realizar seus sonhos e objetivos.

Esqueçam de agradar ao outro, agradem a si primeiro de tudo. Parem de viver a vida dos outros, parem de querer ser igual a todo mundo, isso cansa sabia? Esses modelos estereotipados tiram todo o gosto da vida.

Queria viver em um mundo onde todos fossem diferentes, queria que cada um seguisse seu caminho sem se importar com pressões sociais, mas o que vejo é um mundo igual, onde cada um acha que pode querer impor algo ao outro.

Será que ninguém vê que tá todo mundo igual?


2 comentários:

A Ticiane disse...

Ótimo texto. Realmente há dias em que a gente sai na rua e vê que "tá todo mundo igual", seja nas roupas, seja nas atitudes. Todo mundo tentando seguir um padrão de beleza e comportamento. São realmente estereótipos ambulantes fazendo coisas que não os satisfazem apenas porque a "sociedade" diz isso.

Tbm já fui rotulada de várias coisas por não ser tão normal assim, e isso sempre me deixava/deixa muito feliz.

Adorei!!!

Beijos

B. disse...

PHODAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA! O melhor texto, sem sombra de dúvidas. Juro que me vi escrevendo essas linhas, assim como você escreveu, Del Trejo, só que com menos palavrões, haha. É exatamente o que penso, era isso que sempre quis 'vomitar', mas nunca consegui de maneira total. Obrigada por fazer isso por mim e por vc. É por pessoas como você, que eu me impulsiono a dizer o que penso, a ser o que sou. E como você disse ontem, nos parecemos muito, mas não somos iguais. E é essa a parte mais incrível da nossa amizade, e enfim, da vida em si.