segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Inventor de amores

Algumas vezes nos encontramos em uma vida boa, com amigos, emprego, estudos, autoestima elevada e tudo que uma pessoa pode querer para se considerar feliz. Mas como o ser humano é extremamente estúpido, acaba criando uma maneira de sentir dor, como se não passasse de um ser inteiramente masoquista.

É como uma escolha a dedo, sem grandes afeições ou valores. Parece que o ser humano escolhe alguém para exprimir o sentimento que a mídia burguesa institucionalizou. Como se não fosse possível ser feliz se apreciando, se gostando.

A vida é muito maior do que um sentimento derivado do nada, não precisamos estar com alguém para sermos realmente felizes. É claro que se a pessoa valer a pena, tudo muda, mas tem que ser algo natural, sem ser forçado.

Amor é um sentimento que deve causar bons sentimentos, atitudes agradáveis, trazer a felicidade, além de ter que existir gostos em comum entre onde estiver existindo amor. Amor não machuca, não usa, não é indiferente, não causa dor.

Agora, se você perdeu seu tempo indo atrás de um amor inventado, você não passa de um babaca que não sabe aproveitar a vida. Tem muita coisa para ser vivenciada, muitas pessoas para serem conhecidas, muitas paixões, desejos carnais a serem sucumbidos, felicidade a ser desfrutada.

Ficar preso em algo inventado é um impasse sentimental e intelectual. Porque quando menos vemos, o sentimental prejudica o intelecto, e você que antes era uma pessoa incrivelmente inteligente pode virar um grande idiota que gosta de se sentir um coitado.

As pessoas demoram para aprender, parecem que gostam de sofrer e se sentirem vitimas. Mas como diz o velho ditado, “Antes tarde do que nunca”, que eu, você e todo mundo possa aprender que se for para ser algo superficial e inventado, que não aconteça.

Muitas vezes jogamos na costa de alguém o manto vermelho camurça do amor, como se aquela pessoa fosse solucionar todos nossos problemas, e acabamos nos esquecendo que nós que temos que lutar por nossas causas.

O maior problema dessa invenção é que acabamos esperando muita coisa de quem tem pouco a oferecer. É como se esperar que tiremos leite de pedra, não tem como. Esperamos que uma pessoa que tenha gostos opostos do seu supra sua necessidade de entretenimento, acabamos querendo que uma pessoa que ouça sertanejo entenda seu gosto por Nickelback, Raul e Legião Urbana e assim por diante.

É estranho como a força da mente pode fazer seus caminhos mudarem. Muitas vezes você acaba se perdendo no seu próprio jogo da vida. Porque a “felicidade” que você vivia não era o suficiente. Porque de alguma forma alguém colocou na sua cabeça que você precisava de alguém.

O ser humano é tão incrível, incrivelmente idiota. Acaba criando problemas que simplesmente não existem, apenas para se adequar ao que a sociedade julga o correto. E como alguns revoltosos dizem, a sociedade só quer impor, nada mais.



Você quer fazer o que alguém lhe impõe? Bom, eu não. Chega de ilusões baratas.


Um comentário:

B. disse...

Muitas vezes eu me pego pensando, no porquê dessa busca incessante do ser humano em ter alguém. Talvez seja até mais possessão do que amor de verdade. É claro que existe felicidade na solidão. As pessoas parecem cegas e enxergam que a felicidade resume-se apenas ao fato de encontrar o amor da sua vida. Mas não é assim. Esta é só mais uma invenção, do próprio ser humano, para colocar o sentido que lhe falta, em outra pessoa, ou coisa.