quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Verdade escarrada

Um monte de bla bla bla, que não passam de eternas baboseiras momentâneas. Falaram que aquele que faz as coisas com honra, ética e amor, será recompensado. Esqueceram de dizer que isso não passava de uma velha e estraçalhada lenda urbana.

Olhos sombrios e sem brilho, isso é o que resta para aspectos mundanos. Fim de sonhos, frustrações sobre frustrações, é apenas isso que a vida pode propiciar.

Fazer sorrir e ninguém te fazer o mesmo, te fazem chorar, e você sequer revida tal punhalada, te jogam no abismo do fim, e você ainda tem esperança, esperança de que a vida pode um dia quem sabe, lhe trazer algo de bom.

Sorri, mas apenas para não ficar em um choro eterno, porque não quer ser um “coitadista” assim como um dia dr. Cury escreveu. É pisado e não tem força para revidar a malevolência, mas está cansado de apanhar, apanhar e apanhar.

Os lábios já foram mordidos, o sangue escorreu na beira da boca, um gosto amargo, talvez seja o gosto da derrota pessoal, do suicídio antes da morte, do fim trágico, da vista de fora do corpo, da manipulação emocional.

Olhos parados e fixos. Fadados ao fracasso, ao comum, ao sem sabor, a dor, a solidão. Levantou-se da cadeira, porque cansou de apenas reclamar, mas sabe que não tem assim tantos motivos para sorrir.

Queria ser o melhor, mas é apenas mais um, queria ser bom, mas é arrogante como todos, queria ter um amor, mas é iludido como todos, queria viver, mas apenas existe como todo mundo, segue sua vidinha limitada e sem futuro, sem esperança.

Acordou em uma suposta quinta-feira, com os olhos fervendo de ódio, porque não é aquilo que queria ser, nem sabe ao certo o que é. Não sabe se é bom ou ruim, tão pouco capaz de enfrentar as barbáries que essa vida amarga tem a oferecer.

Queria sumir, mas se preocupa com o que os outros vão dizer, com sua faculdade, com sua formação pessoal.

Um dia talvez, ele enfim faça o que sempre quis fazer. Todavia, está morto, está encurralado assim como um dia ele disse que não queria ser.

Meias palavras, um copo de vodka, duas palavras, a sobriedade já foi. Não se importa com os outros, e precisa daquilo para poder viver, porque em um futuro não tão distante ele vai jogar tudo no ar e vai poder viver, ou voltar a tal. Bem, isso eu já não sei.


Um comentário:

B. disse...

Bem, Del Trejo, as vezes nos vemos em um precipício, na beira de um abismo. Mas ainda assim, é preciso encontrar motivos para sorrir. E esses motivos aparecem nos menores momentos, nas pequenas e mais simples coisas da vida, durando frações de segundo. É preciso encontrar um sentido para a vida, por mais difícil que a situação esteja. Se não você passa a ser apenas mais um no meio da multidão.