quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Escrevo tudo o que vivo


Uma garrafa em uma prateleira, um livro velho sobre a mesa, um prato de comida, um sorriso, uma criança brincando com as pombas, o por do sol, a lua, o bosque, o rio, o ar, a felicidade, o amor, a preguiça, o vicio, o desespero, o medo. Tudo isso e muito mais pode ser motivo para um post, para um texto, para um livro.

A vida é repleta de inspirações, tudo tem um significado, nada realmente é por acaso. O acaso é somente uma invenção do ser humano, porque tudo que está acontecendo flui por culpa dos indivíduos. Cada um foi arquiteto de sua história e está ali por suas escolhas.

Caneta na mão, folha de rascunho, sala de informática na faculdade, guardanapo. São inúmeros lugares para serem escritos, vários lugares para eternizar uma pessoa, para deixar uma herança cultural.

Daqui a vinte, trinta anos, talvez eu pare de escrever, talvez eu nem vivo esteja mais. Todavia, um dia eu tive um blog, e com mais de 300 textos, creio que se alguém ler todos tenha uma noção de quem eu seja, de alguns de meus medos, meus sonhos, minhas frustrações, minhas paixões, minhas vivências.

Não sou melhor que ninguém, mas creio que de alguma forma eu tenha me eternizado, porque estou incluso no local de maior acesso do mundo, o mundo virtual.

Famoso eu não sou, talvez eu nunca seja em nível nacional, tão pouco regional. Mas se um dia alguém saber quem é Reinaldo Del Trejo, basta ler esse meu amado blog para se ter uma breve noção. Não total, afinal, sou muito mais complexo do que minha escrita. E lembre-se, vivo tudo o que escrevo, mas não escrevo tudo o que vivo.


2 comentários:

B. disse...

Nossa, que texto inspirador Del Trejo *-* Adorei a descrição da cena aliada à combinação da imagem, haha. Em qualquer lugar, de acordo com qualquer vivência, é possível escrever.

Aline disse...

Adorei!!! Um dos melhores que você já postou aqui... Imagina ler tudo que escreve daqui 20 ou 30 anos e perceber que muita coisa mudou e outras você manteve... A frase final diz tudo!