segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Rio+20 tem que ser mais do que uma reunião

A Rio+20 foi uma Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento sustentável realizada entre 13 e 22 de junho na cidade do Rio de Janeiro, ela foi uma reunião com o intuito de destacar como o mundo pode crescer econômico e socialmente sem prejudicar o meio ambiente.

Na reunião estavam presentes líderes de cento e noventa e três países, eles chegaram a um acordo onde todas as nações deveriam diminuir as suas emissões de gases poluentes, além de colocarem em prática tudo o que foi discutido na teoria.

O problema é que, há vinte anos atrás foi realizado uma reunião muito parecida, chamada de Eco-92, e tinha como intuito mobilizar os líderes de estado à fazerem algo em relação aos problemas sociais e ambientais, e muito pouco foi feito nessas duas décadas.

É evidente que caso as nações se comprometam a colocarem na prática tudo o que foi discutido na reunião, o mundo tende a evoluir no quesito de sustentabilidade, só que para isso é necessário uma união de todos os países, e não apenas movimentos dispersos.

Portanto, a Rio+20 foi um evento que não pode ser levado como um total fracasso, já que nessa cúpula foram discutidos assuntos que são importantíssimos para o bem comum. Todavia, para se obter um resultado significante é necessário que todos os países invistam em políticas que visem o crescimento de forma sustentável, esquecendo um pouco o lado capitalista e pensando mais em um futuro mais prospero e mais sustentável, é claro.


sábado, 27 de outubro de 2012

Livre Arbítrio no amor

Existe o Livre Arbítrio que diz que todos tem o poder de escolher o seu caminho a ser trilhado.

Pensando assim, forçar um amor é a mesma coisa que acabar com o Livre Arbítrio, porque amor tem que ser natural e não forçado.

Dói demais aprender isso, mas quando o amor é verdadeiro, você prefere que a pessoa seja feliz com outra do que infeliz contigo.

Demorou muito, mas agora que eu percebi que tenho minha vida, minha história a ser trilhada, meus objetivos a serem alcançados, e mais do que isso, eu tenho que me redescobrir no amor.


quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Seja você o seu herói


Estavam esperando um salvador da pátria, fizeram com que eu ficasse junto e aguardasse esse ser inimaginável, ele era belo, forte, idealista, esqueceram de dizer que não passava de um sonho idealizado e superficial.

Um herói? Pra que precisamos de um? Porque queremos nos fazer de vítimas, de derrotados, de esmigalhados. O ser humano gosta de se diminuir, de se jogar na escuridão, gosta de se humilhar.

“Precisa-se de um herói”, essa é a frase clichê que quase todo mundo usa, porque a maioria dos seres humanos não querem assumir que estão onde estão por sua culpa. Poucas pessoas assumem seus erros, suas falhas, e preferem viver “despreocupadas” esperando um salvador da pátria, esquecendo que cada um tem suas batalhas diárias, seus medos e anseios.

Se não conseguirmos colocar um rumo em nossas vidas, quem colocará? O homem aranha? Ou quem sabe o Chuck Norris? Porque parece que existem pessoas que estão só na espera de seu herói para começar realmente a viver. Esses são os coitadistas.

Infelizmente nossa sociedade está repleta de coitadistas, que segundo Augusto Cury no livro “O Código da Inteligência” é a maneira que o ser humano encontrou de se auto desprezar, de se sentir derrotado e incapaz.

E ai que está o problema, já que muitas pessoas fazem de suas vidas um grande drama, como se nada acontecesse conforme o planejado, como se existisse um mundo conspirador contra suas vidas. E acabam se esquecendo que é cada um que traça o seu caminho, sendo em andares tortuosos ou corretos, cada pessoa é responsável por sua vida.

Ninguém é merecedor de pena, sendo que a pena é uma maneira disfarçada de menosprezar o ser humano, cada um tem seus limites, seus potenciais. E esse quesito deve ser respeitado, assim como cada particularidade.

Quando você acordar, diga, “eu sou um vencedor, eu posso fazer coisas boas, a minha força de vontade e luta dependem exclusivamente de mim, mais de ninguém, eu não sou mais um coitadista”.

Levante-se da cama e vai viver, chega de lamentações, chega de esperar um herói, porque o único que pode ser herói da sua história é você.


sábado, 20 de outubro de 2012

Uma partida de cada vez

O mundo conspirador jogou as cartas, um três de paus jogado na mesa, a minha mão estava tão fraca quanto desconsolada, a voz gritava “Você já perdeu, seu dia já se foi, como tantos outros”.

O olhar ofuscado, lembrei da vez em que me disseram “Perdedor, você não passa de um perdedor”, a lágrima começou a escorrer, o medo pairou, não sabia o que fazer, valete de copas na mão, a vira estava no quatro, apenas um cinco me salvaria.

A vida estava jogada, mais um dia estagnado, sem sentido, sem voz, sem absolutamente nada. Tudo jogado no abismo, assim como aquela bola 15 que ficou na boca, e mais uma vez perdeu. Assim como aquele amor de anos antes que foi jogado na indiferença, restando apenas mensagens bobas trocadas. Um tanto de “Estou aqui de bobeira” e queria dizer “Vem aqui comigo”.

O jogo ramificado em um “Você é linda”, disfarçado em um “Eu te amo”. O mundo passou, os anos se foram e nada foi dito. A vida desesperada, o olho lacrimejante, mas o valete estava na mão, aquilo era um jogo sem sentido, mas que significava muito.

O media player tocou de novo, “Hoje é seu ultimo dia? Poderia ser”, a vontade jogada no abismo, as entranhas estavam doloridas, a alma calejada, o fim está próximo, tão próximo em uma altura de nem duas décadas alcançadas.

Solidão sobrevoa aquela mesa árdua, duas doses de Velho Barreiro foram engolidas, o álcool parecia fazer efeito, a mão estava fraca, a vida estava fraca, monótona, tardia, sem graça. E do nada um grito entusiasmado:

_TRUUUUUUUUUUUUUCO!

O adversário se impressionou, disse não, perdeu aquela mão, e estava um dia vencido, um abismo de cada vez, ou melhor, um desafio de cada vez, uma hora de cada vez, uma batalha de cada vez.

E fui lá e desliguei o rádio, afinal, esse dia estava por florir e não para se reclamar, porque a vida é muito maior que reclamações, a vida é muito maior que decepções.

Salve sua vida, um passo de cada vez, uma hora por vez, uma partida por partida, um desafio por desafio.

E o depois? Bom, o depois deixa pra lá, assim como disse meses antes, anos antes, não sei. Para mim tudo que foi dito já foi extravasado, já foi sentido, mas constitui a minha história, talvez a sua, se essas linhas tênues, tortuosas lhe fazer sentido.

E é isso, reflita bastante sobre essas linhas, não deixe o medo lhe tomar conta, faça valer a pena de verdade. Não exista, viva.


sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Abraham Lincoln - O Caçador de Vampiros - Por Tim Burton

Vamos assistir Abraham Lincoln? Foi a partir dessa pergunta que me senti tentado a ver a história de um presidente estadunidense que caça vampiros, poxa, que belo enredo, ao menos um pouco audacioso.

Queria muito ter lido a história inteira do Abraham antes de ter ido assistir o filme, mas queria tanta coisa dessa vida que acabo não fazendo, que não fiquei tão impressionado de não ter lido.

O filme conta a história de um menino que vê sua mãe ser assassinada por uma criatura sobrenatural, o jovem cresce indignado e com o desejo de vingança batendo em seu peito.

Até que esse o garoto se torna homem e vê seu desejo podendo ser desfrutado, mas não o consegue fazer, até que encontra um homem chamado Henry que diz que aqueles seres eram vampiros, e ele sabia como fazer para poder matá-los, e estava disposto a ensinar o jovem a como fazê-lo.

Então Abraham Lincoln é treinado para matar os vampiros, de uma forma peculiar, com um grotesco machado. Até que Henry começa a apenas enviar as cartas das próximas “vítimas”, e nesse meio tempo, o jovem começa a desenvolver o seu poder de discursar, o que em um futuro lhe tornaria o 16º presidente dos Estados Unidos.

E é nesse cenário que o filme se passa, em um Abraham Lincoln politico durante o dia e caçador de bestas sombrias durante a noite.

Confesso que me decepcionei muito com o filme, achei ele com um desenrolar muito puxado e superficial, com passagens de tempo muito rápidas e realmente decepcionantes. O filme poderia ser muito melhor do que realmente é.

Apesar dos pesares, a imagem é sensacional, com um tom sombrio que deixa qualquer amante de suspense a delirar, e as cenas de lutas são pelo menos formidáveis, para não dizer fantásticas. Fora que as roupas são incríveis e bem detalhadas, ressaltando toda a “sombria” do século XIX.

Outro ponto forte do filme é a ligação direta de imagens passadas, como a parte em que o filho de Lincoln está brincando com soldados de chumbo logo depois de uma cena de guerra, representando a guerra civil americana.

Benjamin Walker fez um belo papel do presidente Lincoln, apesar de todas as limitações do roteiro, mostrando uma bela experiência nos altos de seus 30 anos, assim como sua bela participação no filme “A conquista da Honra” interpretando Harlon Block.

O filme é recomendado para aqueles dias em que não queremos uma história bem contada, e sim ver umas cenas de lutas sensacionais, com uma imagem incrível, mas no mais foi uma ida ao cinema extremamente decepcionante.

Segue o trailer, que para mim é sensacional ( apenas o trailer, é claro ).



quarta-feira, 17 de outubro de 2012

6 Meses sem Facebook

No dia de 12 de abril de 2012 exclui minha conta do Facebook, estava cansado de muito pseudomoralismo, compartilhamentos hipócritas e coisas do tipo. Caso queira ver todos os meus motivos, veja o post “Vai se fuder Zuckerberg!”.

Vi também esse vídeo que é sensacional, que mostra muito o meu sentimento de liberdade atual. É um pouco forte, e se você gostar do Facebook vai achar um pouco ruim, mas enfim segue o vídeo.

Vontade de voltar ao Face

Hoje me bateu uma vontade de reativar minha conta, por em alguns momentos me sintir só, já que não tenho lá tantos amigos no msn, Orkut ta um deserto e minha agenda de celular não é lá das mais movimentadas. E também é claro por não ter muito tempo de ter interações sociais de verdade ( as presenciais ).

E então resolvi fazer um balanço sobre os pontos positivos e negativos sobre o Face. E segue os prós e os contras.


Pontos Negativos de não ter face

1 – Exclusão digital e social

Muitas pessoas se perguntam o que é exclusão digital, e eu lhe respondo. Exclui seu face que tu terá a resposta. É muito estranho as pessoas não ter total conhecimento de seus sentimentos e pensamentos, e é claro, as famosas bolas foras.

Não estou totalmente excluso porque uso o Twitter e Blog, mas a falta do face deixa um vão de atualização social fora do comum ( que pode ser também um ponto positivo, conforme destacarei nos pontos positivos ).


2 – Falta de informação

Alguns cursos universitários ( como o meu ) tem diversos tópicos de discussão sobre as matérias, e isso é um belo prejuízo.

Com a evolução do Facebook, diversos sites e jornais vem disponibilizando noticias no Face, e é uma maneira de se manter atualizado. E não ter uma conta impossibilita esse acesso rápido para a informação.

Além de o face ser inteiramente dinâmico, ou seja, tudo que acontecer pode ser divulgado em questões de segundos.


3 – Fim de novas amizades virtuais

Inúmeras pessoas eu conheci por meio de Orkut, Facebook, msn, etc. E agora como a maioria das pessoas usam apenas o Face, fica impossível de se conectar e ter novas amizades a partir dessa rede.


4 - Falta do que fazer

Muitas vezes quando não tinha o que fazer, acabava entrando no Facebook, agora, bom, quando não tenho o que fazer, faço outras coisas mais pertinentes, e o ponto negativo pode ser facilmente revertido para um pró.


5 – Fim da divulgação do Blog no Face

Sem conta no Facebook fica difícil divulgar o blog não é mesmo? E de certa forma, acabei perdendo novos leitores.


Pontos Positivos de não ter Face

1 – Sobra tempo

Muitas vezes, quando não tinha o que fazer, ia pro Face, agora quando não tenho o que fazer vou ler, escrever... Tanto é que desde que exclui minha conta li ao menos 7 livros.


2 – Fim do PseudoMoralismo

Não fico mais divulgando coisas “revolucionarias” a todo momento, como se eu fosse um Dalai Lama da vida.


3 – Acabou a alienação

Não fico mais alienado com imagens compartilhadas por horas e horas, e esse quesito está totalmente ligado ao primeiro.


4 – Fim do vício

Face vicia mais que sexo, não acredita? Haha, então lei essa reportagem da Super em “Redes Sociais viciam mais que sexo e cigarro”.

E ficar liberto desse vicio é um ponto positivo, porque tudo em excesso pode fazer mal ( menos sexo é claro ).


5 – Não sou mais rastreado

Grande parte das coisas que as pessoas fazem, vão lá e postam, seja em frases ou até fotos e vídeos. E isso é uma maneira de vários desconhecidos saberem o que você faz ou deixa de fazer, e cá entre nós. Ficar relatando a vida é muito chato não é mesmo?


6 – Sem discussões desnecessárias

Sempre existem algumas discussões que poderiam ser evitadas. E muitas pessoas se acham protegidas por trás de um computador e falam o que querem, e pessoalmente são omissos e sem opinião. Eu chamo isso de “coragem da internet”, que muitas pessoas tem.


7 – Não preciso falar o que vou fazer

Quando uma pessoa está no Face e publica “Vou beber”, ela quer que aquilo gere repercussão, e é algo totalmente desnecessário e sem sentido. Porque não precisamos de aprovação social nenhuma sobre nossos atos.


Balanço Final

Ficar sem facebook não é nada ruim, já que não preciso chamar atenção de ninguém, não preciso que ninguém compartilhe minhas atualizações, tão pouco curta minhas ideias.

Não preciso ser moralista, não preciso disso. Só preciso expor o que eu penso ( e faço isso no blog ) e não preciso da aprovação ou não da sociedade.

Pode ser que eu reabra minha conta no Face, e se eu o fazer, não estou ligando para o que vão dizer, porque eu faço o que dá na telha e não preciso da opinião alheia.

Mas eu não me arrependo de ter desativado minha conta, porque eu pude olhar mais para mim e fazer coisas bacanas comigo mesmo, sem depender de curtidas, compartilhadas, muito menos “cutucadas”.


sábado, 13 de outubro de 2012

Que o eleitor brasileiro é idiota. É coisa que eu me nego afirmar

Domingo, dia 07 de outubro foi um dia importantíssimo para a democracia de nosso país, foi uma data em que escolhemos os vereadores, que são aqueles que tem como função fiscalizar o trabalho do prefeito em relação a administração e gastos, trabalhar pela melhoria da cidade, elaborando leis, atendendo a população, além de votar na câmara para aceitar ou negar novas leis.

Infelizmente, nosso país sofre com uma síndrome estúpida, que aumentou gradativamente com a eleição do deputado federal Tiririca. É uma síndrome idiota, em que os eleitores votam em candidatos despreparados e sem um teor intelectual capaz de lutar por uma cidade, tão pouco para elaborar leis em prol do município.

Esses votos são denominados votos de protestos. Protesto? Colocar um cara que vai ficar ao menos quatro anos em um cargo tão importante pode ser considerado um protesto? Creio que não, isso está mais para uma idiotice, uma babaquice.

Certa vez me disseram: “Um país corrupto elege políticos corruptos”, mas infelizmente no Brasil, acho que grande porcentagem não pode nem ser julgada como corrupta, e sim como idiotas, incapazes de compreender que o país não vai pra frente com atos tão medíocres.

Uma música do Raul Seixas ficou marcada na minha cabeça, e dizia: “Que o mel é doce. É coisa que eu me nego afirmar. Mas que parece doce, isso eu afirmo plenamente”. E essa frase transparece muita coisa em relação à essa questão.

Raul, eu me sinto no direito de refazer sua frase em : “Que o eleitor brasileiro é idiota. É coisa que eu me nego afirmar. Mas que parece idiota, isso eu afirmo plenamente”.

Mas como dizem, o Brasil é um país de todos, de todos os despreparados, de todos os bárbaros, de todos os incompetentes, de todos os corruptos, de todos os omissos.

A pergunta que não quer calar: “Até quando Brasil?”


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sentado na praça

Sentado no banco da praça, tempo nublado, pensamentos tortuosos, desastre pessoal, incerteza intelectual, pseudomoralismo escrachado em um semblante quase adulto, mas com um ar adolescente, que beira a inconsequência.

Uma caneta gasta, um sulfite reciclado ( esqueceu que sou um projeto de revolucionário? ), dúvidas sobre dúvidas. Os jovens playboys observam da escadaria da igreja, e devem pensar: “O que escreve aquele cara?” ou talvez nem isso, porque a insensibilidade pode bater na porta de qualquer um.

Talvez ninguém entenda realmente o que digo, penso, sonho, vivo, porque na verdade nem eu posso entender bem. Não sei se estou certo ou errado, tão pouco se sou feliz, justo, honesto ou digno. É tudo uma grande incógnita nessa vida vazia, sem sentido.

A única certeza é que a verdade simplesmente não existe. A subjetividade é tamanha que a veracidade só pode existir em uma cabeça conformista. Porque as pessoas acham que tudo precisa de uma resposta precisa, e se esquecem de tão podre que é o ser humano, logo se existir qualquer que seja a verdade, nem eu, nem você a merece.

Conformidade pode ser ressaltada por uma aceitação espiritual, religiosa ou qualquer outro ideal politizado. Mas a verdade é que as pessoas creem em Deus, animais, religião, ideais. Todavia ninguém acredita no seu semelhante, no ser carnal do seu lado. Nunca vi tamanha banalização.

Ninguém gosta de ser criticado, todos nos achamos donos da razão, e a vida segue nessa busca utópica por um perfeccionismo inexistente.

A valorização pessoal é cada vez mais nula: “Eu queria ser o meu vizinho, meu curso é uma bosta, minha namorada poderia ser melhor, minha vida é uma miséria”. E de frases assim que mostra que o ser humano gosta de se humilhar, de se destruir.

A mulher bonita passou observando, e o que ela viu? Um garoto quase homem de pernas cruzadas escrevendo. Ela não pensou o que me levou a escrever, muito menos o que me levou a estar aqui. Porque assim como todos, estamos ocupados demais para ouvir um outro ser.

Ela nunca saberá quem sou, meus medos, minhas duvidas, porque ela, eu, você, todos nós vivemos em um mundo individualista, onde se preocupar com os outros é um sinal de fraqueza.

A inversão é quase total nesse mundo descentralizado, e o que me amedronta é que a cada dia passado, vemos mais hipocrisia, banalização, violência... E esse mundo não pode ser movido assim, ao menos não para o lado positivo.

Algo precisa ser mudado. Como ? Bom, primeiro você começa a dar mais valor em você, em sua vida, na sua mãe, em seu pai, em seus amigos, na sua vida, nos seus estudos, no seu trabalho, na sua namorada. Depois você começa a tentar entender os seres humanos e parar de pensar só em você.

Ao meu ver, é claro, mas tudo isso sou eu que digo, não é a verdade absoluta, são apenas alguns devaneios, só que podem levar você a reflexão, bom, isso pode. Com toda, ou quase toda a certeza.


domingo, 7 de outubro de 2012

Top10 Nomes de Cachorros e Uma Negação

Olá leitores do Blog Mente Aberta, hoje o #Top10 e Uma Negação é sobre nomes masculinos de cachorros. É bom ressaltar que o #Top10 é de opinião pessoal, sem nenhum tipo de conceitos profissionais.

Lembrando que alguns nomes da lista são de cachorros que tive, e marcaram/marcam minha vida.

Chega de enrolar, e segue a lista.


10 – Anubis

Um Deus egípcio com cabeça de cachorro, quer uma moral maior do que dar um nome culto para seu cãozinho?


9 – Falcon

Falcão é a ave mais imponente do mundo animal, com agilidade e imponência coloca respeito em suas presas. E em inglês é mais “chique”, é claro.


8 – Balu

Apesar de ser um nome infantil, ele tem alguns significados para mim, só que algumas coisas prefiro deixar em off.


7 – Thor

Filho de Odin, o deus dos deuses da mitologia nórdica, relacionado à trovões, tempestades e ventos. Além de fazer parte dos vingadores ( risos ), acho um belo nome.


6 – Gigolô

Apesar de ser um nome sacana, é um dos nomes mais originais que já vi em um cachorro. Um ex colega de futebol tinha um cachorro com esse nome, e resolvi lembrar aqui.


5 – Marley

Já leu “Marley e Eu”? Não? Então tem que ler, um livro incrível, já fiz até uma critica sobre ele em ”Marley e Eu – John Grogan”. Conta a história do amor de um cachorro para com seus donos, é de arrepiar


4 – Bruce

Já teve um Boxer? Não? Não sabe o que está perdendo, é um cachorro brincalhão, bobão, às vezes dengoso, carinhoso, enfim, já tive um, e sei como ele pode ser incrível. Tributo a ti Bruce.


3 – Odín

Bobo, chato, ranzinza, esse é o Odín, operado, ficou mais dengoso do que o normal, e reservo esse nome. Além de Odín ser o deus dos deuses na mitologia nórdica, aquele que definirá ragnarock, merece respeito.


2- Ronaldo

Vira-lata, gordo, vagabundo, folgado, esse é meu cachorro, ele é bobo, chato, mas é demais. E esse nome ? Quem tem um cachorro chamado Ronaldo ? Sim, e é por causa do fenômeno quando atuava no timão.


1 – Billy

”Eterno Billy”, esse cachorro foi quase como um irmão para mim, fiquei muito chocado quando ele se foi. Era um amigo, não podia de deixar de citá-lo, adorei ele, e ele marcou demais a minha infância. Dedico a ti esse número 1, porque você merece, meu eterno amigo.


Uma Negação: Totó

Nunca vi nome mais sem imaginação... Quando for dar um nome em um cachorro, faça um esforço para tal, seja criativo, seja vivido, não dê nomes do tipo, tadinho do seu “totó”.


Bom gente, esse é meu top10, espero que tenham gostado, grande abraço!


sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Não seja omisso na hora de votar

Bom, hoje eu ia escrever um post bacana sobre nomes de cachorros e tal, ia ser bem light, ai me lembrei que domingo é um dia importantíssimo para nosso país, é um dia imponente, necessário.

Tirei a omissão da minha cabeça e comecei a pensar que várias cidades formam um estado, e vários estados um país. E votar em prefeitos e vereadores capazes é uma forma de lutar por um país melhor.

Na hora de votar, esqueça a hipocrisia de pensar só em você, em projetos “coitadistas”, em projetos que visam a vadiagem. Tente votar em alguém que lute por educação, estrutura, saúde, locomoção.

É uma merda falar de política, mas é uma merda necessária. Se omitir é o primeiro passo para deixar os parasitas fazerem esse país virar a grande bosta que é. Pense em tudo antes de votar, tente ser honroso.

Lembre-se do caso do Mensalão, e veja o quão nojento foram esses políticos, tente lutar contra isso. Não vou ser omisso, você sabe que quem estruturou esse esquema foi nosso ex-presidente ( antes de achar que não vou citar nomes, eu falo, foi nosso “querido” Luis Inácio Lula da Silva que liderou esse esquema fraudulento, asqueroso).

Não vote em partidos também, isso não é legal. Não estou fazendo política partidária, mas mostrando como alguém considerado quase um “Deus” pode ser imundo, sujo, abjeto. Eu creio que temos que votar em ideais. Sabendo que todos temos defeitos, mas tentar escolher aquele que vai honrar o nosso voto, que vai fazer um bom país para nossos filhos.

Se você fazer aquele voto de protesto, você é um idiota. Quer protestar? Vai na frente da câmara cobrar projetos e desenvolvimento, e não votar em uma pessoa sem equilíbrio intelectual para governar. Leia “Ei Vosê, Voti in Min” e entenderá o que estou dizendo.

Não seja omisso. Seja inteligente, seja capaz, coloque seu peito na reta, elabore ideias, não tenha medo de pensar no futuro. Esqueça a corrupção, pense em um país melhor. Não vote em “santo”, vote em pessoas que acredita que podem ajudar a mudar esse país.

A mudança demora, já que estamos em um buraco de um populismo exacerbado, de uma política que promove a vadiagem, um país corrupto. Não dá pra fugir disso, não dá para falar que tudo é lindo, porque não é.

Temos que salvar essa porcaria desse mundo de caso em caso, de pequenos passos. E o nosso primeiro passo começa domingo, e é votar em alguém digno, então na hora em que você ficar na frente da urna, vote consciente, vote naquele que pode fazer um país melhor, pense nisso.


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Certa estranheza

Quinta-Feira, dia 04 de outubro de 2012. Hoje acordei com uma sensação estranha, não sabia exatamente o que era, acordei atrasado, perdi a hora, perdi o ônibus, então voltei pra casa sem saber o que eu estava sentindo.

Fiquei poiando em casa, até que decidi ir para a faculdade, no caminho estava cheio de ideias desprovidas, enquanto respirava o ar puro do parque do povo de Presidente Prudente, cidade que eu nasci.

Em mais um típico delírio que se tornou costumeiro em minha vida, imaginei que pudesse materializar tudo e estava fazendo uma grande reforma no parque, construindo praças, campos, bancos e lugares para descansar, e tudo com minha assinatura, Reinaldo Del Trejo. E sim, eu tenho “adoração” por Narciso, ou sigo os passos dele me vangloriando.

Até que enfim cheguei na faculdade, subi dois andares, lembrei que eu precisava de cafeína, porque eu já estava estimulado e essa droga permitida iria me fazer ficar mais entusiasmado ainda.

Desci os andares, parei em frente da máquina de café, resolvi vasculhar meus bolsos, mochila e carteira na busca das mais variadas moedas, consegui desembolsar o preço do café, e no momento em que o maquinário estava processando a bebida, senti o cheiro entrando pelas minhas narinas, o que me levou à uma momentânea transe, sorri e senti meus olhos brilhando.

Enfim voltei para o meu destino, a biblioteca. Pensei em pegar uma revista Super para me inspirar, e lembrei que tenho um antigo amigo do Raul em minha mochila.

Eu tenho uma pessoa em minha bolsa? De certa forma sim, já que a escrita pode decifrar todo um ser humano, e é sim um pedaço da personalidade de quem a fez. Tenho um livro do Paulo Coelho e queria desfrutar desse gênio da escrita.

Adentrei no espaço da leitura, que é gigantesco por sinal, pensei em sentar em uma mesa individual, até que avistei uma mesa coletiva vazia, em um local propicio para uma pessoa folgada igual eu ler, com espaço.

Fui para lá e no lado havia outra mesa, que é repartida por uma divisória de vidro, avistei uma garota loira, olhos claros, linda. Nossos olhares entrelaçaram, fiquei sem jeito e sorri, imprevisivelmente ela sorriu também, desviei o olhar e joguei minha mochila na mesa, afinal, estou aproveitando o meu eu e não vou ficar dando em cima de bacharéis em medicina ( ao menos hoje não ).

Abri minha mochila, tirei meus cadernos, um dicionário e o Paulo Coelho ( ops, o livro do Paulo Coelho, Onze Minutos, que é incrível). Para ler Paulo Coelho é necessário um dicionário, cheguei nessa conclusão nas trinta primeiras páginas, mas o livro é muito bom, tirando as palavras categóricas que me fazem me sentir um estupido ao não saber defini-las.

Li quase uma hora sem interrupções, e então pensei em mandar uma mensagem para pessoa x, só que eu estava tão bem comigo mesmo, que preferi não chegar a conclusão que essa autoestima não resulta em nada, ao menos em alguns casos.

Preferi pegar um papel sulfite e comecei a escrever esse texto, não sabia quando iria postar, mas tinha certeza disso, e olha eu aqui digitando no mesmo dia que escrevi ( risos ).

Certa estranheza bateu no meu peito, estranheza porque eu estava feliz apenas por estar vivo, por existir, não tinha um porque escrito, escrachado e era/é uma felicidade espontânea, sem me importar com o que as outras pessoas pensam ou deixam de pensar de mim, e isso foi bom, muito bom.


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Atenciosamente, Reinaldo Del Trejo.



segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Delírio Celta

Madrugada paira minhas entranhas, novamente não consegui dormir, pensei em você o tempo todo, tu não sai da minha cabeça faz muito tempo, tempo demais para uma pessoa que tem toda a vida pela frente, tempo demais para quem deveria lutar e não resmungar.

Não dá para tirar você totalmente da minha mente, de tanto inventar alguns “rolos”, de nada adianta, já cansei de negar a verdade também, talvez essa veracidade nunca tenha sido explicita de forma franca.

Culpa? Eu não sinto alguma, afinal, se pudesse já teria trocado de coração, colocado um total flex, que aceite mais que um tipo de combustível, mas não, ele é único e não aceita derivados.

Só que infelizmente esse combustível está inacessível, indisponível para um coração que penetra de soslaio.

Cansei de me calejar, de me culpar. O tempo é curto, e agora só me resta aceitar. Aceitar que assim como me disseram, esse sentimento seria eterno, mesmo que não seja consumado nunca, vai durar, até o fim de meus dias.

De linha em linhas tortas vou desabafando, vivendo, sendo esmigalhado, entrando em enlaces, se estressando, colocando fim da mesma maneira que começou, apertando um foda-se sempre.

“Tanto faz” tomou conta de outras almas, essa é minha política, de “se deu, amém, se não deu foda-se”, e vou vivendo, olhando mais para mim, minha família e amigos.

Nessa luta em que o discursivo virou calado, em que aquele que argumenta fica de bico fechado, assim eu levo, assim eu me vejo, em um tom irônico, um quanto tanto sarcástico, de dupla solidão, mas de objetivos ressaltados.

O amanhã me pertence, mas cansei de olhar tão adiante, acho que tenho que olhar o agora, uma segunda-feira de madrugada, que não dormi direito, prova sobre provas, enlaces sobre enlaces.

Sem pressão, sem saída, essa é a vida, ou seria a minha? Não sei bem, mas já não ligo tanto, sei que não tem escapatória, esse é meu carma.

Enrolar-se nas próprias palavras e ideais é uma zombaria com o meu ser, mas de zombaria em zombaria eu vou levando, evoluindo, dando dois passos para frente e um para trás, essa é a vida, essa é minha vida.

É vivendo e aprendendo, errando e se fudendo. Foda-se os críticos, foda-se as opiniões alheias, vou querer quem eu bem entender, vou deixar de querer tão de pressa quanto, menos aquele caso que está avulso à minha vontade. Mas cá entre nós Senhor Reinaldo, esse é mais oculto que a “Sociedade Alternativa” do falecido Raul.

Não tenho peso na consciência, mas talvez no meio do peito, e de escrever em escrever vou me libertando, talvez você não entenda porra nenhuma de minhas palavras arrogantes, mas isso é mais um desabafo comigo mesmo do que qualquer outra coisa.

E como não devo porra nenhuma para ninguém, vou postar no Blog, porque estou cansado de me omitir, estou cansado de achar que não foi. O que foi está no passado, e o presente a gente desenha, rabisca, rascunha.

E então a vida segue, com uma melodia surrada, não de Bethoven, mas talvez uma cantiga céltica, daquelas que a gente pula para um lado e para o outro, com um copo de cerveja escocesa na mão, com o Kilt verde e preto, isolado em uma taverna em uma noite nublada em Berlin, ou Edimburgo, ou Pirapozinho, ou Prudente, tanto faz, o desejo cheio de anseios é meu, o delírio é meu, e o faço da maneira que eu quiser.