terça-feira, 18 de setembro de 2012

Magic Huertas

Quem acompanhou o basquete masculino nas Olímpiadas de Londres, conhece o Marcelinho Huertas, que sem dúvida alguma foi um dos melhores armadores da competição. A seleção brasileira caiu diante da forte Argentina por uma diferença amarga de apenas 5 pontos, mas ficou bem claro que para as Olimpiadas de 16, o Brasil estará bem mais forte do que a de agora no basquete, e quem sabe voltar a subir ao pódio olímpico depois de tantos anos.

O título “Magic Huertas” vem de uma lembrança do maestro do basquete Magic Johnson, lembro que Oscar Schimidt que o chamava dessa maneira na fraquíssima narração da Emissora Record, só que conseguiu lançar esse apelido bacana.

Marcelinho Huertas tem um estilo inconfundível, joga rápido, inteligente e com a cabeça erguida, consegue controlar o ritmo de jogo, e é calmo nos momentos decisivos. Só que o armador de 29 anos do Barcelona tem um grave defeito, que são os “apagões” quando o time está perdendo e o final da partida se aproxima. Parece que ele some de jogo, nessas olimpíadas isso foi evidente no jogo contra a Rússia e também contra a Argentina.

Apesar de ser uma falha de jogadores “jovens”, Huertas compensa na explosão e liderança dentro de quadra, principalmente em momentos tensos até o terceiro quarto, conduzindo o time para excelentes partidas. Em Londres, com a ajuda é claro de Alex, Varejão, Splitter, Nenê, Leandrinho e todo o elenco, o Brasil conseguiu impressionar e perder apenas para a Rússia por um ponto de diferença na primeira fase.

“Magic Huertas” iniciou sua carreira no basquete por influência de sua família, que provém de diversos jogadores, como seu irmão, pai e avô. Começou no Club Atlético Paulistano, na capital paulista, logo aos seis anos de idade. Marcelinho desde cedo, mostrava visão de jogo e muita habilidade, e foi subindo de categoria em categoria até chegar a jogar uma liga amadora nos Estados Unidos.

Marcelinho Huertas começou a faculdade de Economia, e jogava pela liga universitária, até que chamou atenção para alguns olheiros dos Estados Unidos, em 2004 foi convidado para participar de um treino na academia de Tim Grover, que já foi treinador de Michael Jordan, no mesmo ano foi contratado pelo Joventut de Badalona, tradicional clube espanhol. Com excelentes atuações, passou a ser frequentemente chamado para a seleção brasileira.

Ele ficou por três temporadas no time de Badalona, até se transferir para o time de Bilbao, onde teve uma temporada marcante, sendo eleito o melhor armador da competição. Depois disso foi transferido para o campeonato italiano, e jogou uma temporada pelo Fortituto Bologna.

Em 2010-2011, Huertas retornou ao campeonato espanhol, agora pelo Caja Laboral Baskonia, que continha Tiago Splitter no elenco, foi novamente eleito o melhor armador da competição.

Huertas jogou um mundial incrível pela seleção brasileira em 2010, e no começo da temporada 2011-2012 foi contratado pelo Barcelona, um dos times mais respeitados do cenário mundial, se consolidando como um dos líderes dentro de quadra.

Nas Olimpíadas de 2012, Huertas, Magnano ( técnico ) e todo o plantel brasileiro mostraram que a equipe brasileira pode ir longe nas Olimpíadas de 2016, só que para isso, nossos atletas tem que ser mais dedicados e treinarem mais lances livres e jogadas táticas, sendo que a média de acertos de lances livres de nossa seleção é pífia.

Só que ficou a esperança nos olhos verde amarelo, que o Brasil não é só o país do futebol, e sim o do Basquete, Judô, Vôlei, atletismo e vários outros esportes.

Só que esse post dedico ao mágico, Valeu Huertas, você ascendeu a chama do basquete brasileiro depois de muitos anos.
Marcelinho na vitória contra a Austrália nas Olimpíadas de Londres


2 comentários:

@carlosmagno_ecb disse...

O cara joga muito. Junto com Varejão são os dois brasileiros do basquete que eu mais admiro.

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http://cantinadolivro.blogspot.com.br

reinaldo del trejo disse...

Joga muito mesmo, Magic Huertas!
Valeu pelo comentário fera. Abraço.