sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Fazer parte da vida, e não ser ela por completo

Quando adentramos em um relacionamento, muitas vezes ficamos perdidos, sufocados, querendo saber onde a pessoa está em todo momento, tentamos ser originais e “bons” quase sempre, e acabamos esquecendo a nossa vida antes de conhecer aquela pessoa.

Erro, infantil erro. Já que quando a gente conhece alguém, sua vida não vai ser só aquele alguém. Nossa vida é maior que um relacionamento. Não estou desprezando que é incrível passar um tempo com pessoa a, só que ainda existem sonhos, objetivos, amigos, vida, descanso, lazer.

O que muita gente faz é omitir o seu eu, para inventar uma vida a dois. Uma vida não é só a dois, esconder objetivos e sonhos é o primeiro passo para a aniquilação pessoal. O fim do seu eu, o perecimento pessoal, o final de um ser humano.

Fazer parte é bom, é lindo, é incrível. Morrer não é, e a pior coisa do mundo é morrer enquanto está vivo. Perder a vitalidade, se tornar amarrado a um outro ser.

Quantas vezes você não teve vontade de pular, gritar, tomar um porre, fazer o que der na telha? É incrível, faz parte da vida, mas e quando temos que pedir permissão? Faz parte do que? De um cárcere privado opcional?

A última coisa que quero na vida é ser amarrado. Sou uma pessoa errante, explosiva e livre, sou livre. Não vou me prender totalmente a ninguém.

A minha condição é. Fazer parte ou nada. Porque apagar o meu eu, eu nunca vou fazer isso. Tenho amigos, tenho sonhos, tenho objetivos, tenho a minha vida.

Essa é minha dica. Não viva em função, faça parte, não se apague, lembre-se de seus ideais, suas ideias, sua vida, o seu mundo e universo peculiar, suas particularidades, suas loucuras, suas vontades, seus desejos mais obscuros, suas esquisitices.

Não se omita, seja você, não faça o seu suicídio em vida.


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