domingo, 9 de setembro de 2012

Faça o que der na telha

Já pensou em quantas vezes deixamos de fazer alguma coisa por freios impostos por alguém ou uma instituição? Já pensou quantas vezes deixamos de sermos felizes por ficarmos presos por uma pressão babaca? Já pensou em quantas vezes fazemos o que as pessoas querem?

É...Essa é nossa vida em sociedade, muitas vezes estamos fadados à uma existência moldada por um grupo estúpido que julgou o correto, o estereotipo de serzinho ridículo.

Esse sou eu, esse é você, infelizmente. Talvez tu ainda não tenha se identificado com o que eu falei, e me ache um grande merda arrogante ( eu sei que sou ), só que agora vou começar a citar alguns exemplos que você vai entender melhor o que estou dizendo.

Exemplo 1 – Não posso ficar com quem eu não confio: João namorava Jéssica fazia dois anos, um dia Jéssica disse que ia para a casa de sua avó, só que foi em um show com sua amiga Vanessa. João descobriu, queria perdoar a mulher que amava, só que como ele pensava que não poderia ficar com alguém que mentiu para ele, simplesmente largou da garota de “sua vida”.

Exemplo 2 – Não vou fazer licenciatura: Carmen amava Matemática, seu sonho sempre foi lecionar e passar seu conhecimento de geração em geração, só que como o Brasil é um país complicado nesse quesito profissional, ela resolveu fazer Medicina.

Exemplo 3 – Não posso largar meu emprego fixo e ir para outro lugar: Jean era um jornalista em uma pequena cidade do interior paranaense, um dia ele recebeu uma proposta de Freela para trabalhar em Roma, a cidade que ele sempre quis morar, só que não foi por não querer viver sem um emprego fixo.

Esses três exemplos são clássicos de como somos moldados por um monte de regras retardadas, seguindo princípios estúpidos que um povo,que pode ter sido nômade julgou o correto.

Se eu quero ser feliz, porque eu não faço tudo que me da na telha? Porque eu não engaveto todas as minhas duvidas? Porque eu não vivo e pergunto depois?

Porque temos medo do desconhecido, e acabamos esquecendo que o desconhecido é o mais prazeroso, é o mais humano.

Errar todo mundo erra, mas tentar, quem tenta? O medo de errar tira a vontade de tentar, e se não tentarmos, não temos vitalidade, e sucessivamente, não vivemos nossa vida. Estamos desenhando o que um outro disse que era o certo e não o que nos faz bem.

Toca um grande FODA-SE em todo mundo, olhe pra frente, sorria e faça o que lhe der vontade, não se importe com o que os outros vão dizer, pois são somente outros, ninguém vai viver por você.

Essa é sua vida, esse é seu jogo, esse é você, ninguém pode querer fazer você seguir passos fixos, você pode mudar, você pode se arrepender, pode amar, pode sofrer, pode tudo.

Agora é com você, se mesmo depois de ler essa porra desse texto, você achar que ta tudo ok, tudo bem, eu já fiz a minha parte, que foi de te abrir o olho.

Sei que é impossível ir contra todos os moldes sociais, mas da para diminuir um pouco essa dependência.

Mas lembre-se. Faça a escolha certa, esqueça os estereótipos, seja você.


4 comentários:

R. Leroux disse...

Nossa... me deixou sem palavras, foi como tu falaste, abriu meus olhos. E falando um pouco mais sobre isso, somos muitos prendidos a isso mesmo, estamos acomodados com os padrões da sociedade, e isso precisa mudar mesmo, te apoio! Abraços e ótimo texto!

R. Leroux

B. disse...

Adoro seus textos de revolta, Del Trejo. Você coloca tudo o que sente nas palavras. Não impõe regras, fala palavrão mesmo e não liga. Isso já é ir contra os moldes da sociedade. Pois concordo contigo, em gênero, número e grau.

Ps: Saudades de ti.

reinaldo del trejo disse...

R. Leroux: É legal expor o que penso, e espero te ajudar a lutar contra a estereotipação social.
Valeu, abraço!

reinaldo del trejo disse...

Bia: Faz tanto tempo que não consigo parar e conversar contigo de verdade.
Sinto tanta falta. Mas é isso ai, que bom que gosta da minha escrita rudimentar haha.
Mas nunca chegarei aos pés de sua escrita clássica e bem montada.
Obrigado bia, muitas saudades.