sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Desafogo Esmorecido

Sexta-Feira é dia de festar, pular, olhar para frente, sorrir. Talvez seja mesmo, mas essa minha sexta está muito mais amarga do que doce, muito mais furtiva do que feliz, muito mais desolada do que aconchegante.

Dizem que dias chuvosos trazem a tristeza, às vezes eu gostaria de conhecer quem são os malditos que inventam essas frases que se mostram quase sempre verdadeiras, ao menos em partes.

É estranho estar se sentindo assim em um dia tão cheio de significados, já que a chuva que significa tristeza, também significa recomeço, sendo que ela pode escorrer as lágrimas perdidas. Mais estranho é pensar que depois de tanta desolação, me sinto satisfeito ouvindo Legião, Raul e depois de meses distantes da minha banda preferida, Nickelback.

Como dizia Caio Fernando de Abreu: “Sentir é fácil, difícil é viver”, nunca vi frase tão sábia. Olhar para o horizonte, ver a sombra se reestabelecendo sobre o arvoredo é lindo, é imponente, é fantástico, todavia é irreal, impossível e utópico.

O tempo passa, às oito da noite já se foi, o coração palpita, a vontade de voltar atrás é imensa, o desejo bate no anseio do coração, só que a razão vem de encontro, e dessa vez a cabeça está erguida, sem arrependimentos.

Semana importante se aproxima, algo que pode diferenciar um futuro profissional, e a boca ainda está amarga, o desejo está floreado, a pele transpira por seu corpo, a pupila ainda está dilatada.

Tudo está na flor da pele, só que dessa vez o racional falou mais forte. Não quero enlaces, rolos, queria apenas uma solução e novamente, como sempre a encontrei. Ela não é algo grandioso, e sim a resposta mais óbvia.

A resposta está encravada no meu eu, e como sempre ele é o único que me conforta, me alegra, me satisfaz.

O meu eu sempre esteve comigo, meus pensamentos nunca me abandonaram. O meu eu não duvida de mim, ele me ama, ele me compreende, ele não me chama de mentiroso, não me chama de ogro, não alega que não tenho sentimentos, tão pouco duvida do meu caráter. E acima de tudo, ele me respeita e aceita minhas particularidades.

De tempos em tempos eu acabo me afastando do meu eu, e agora preciso dele mais do que nunca. E dessa vez vou fazer durar essa minha relação, porque agora quero ter vínculo apenas com ele e com nenhum ser carnal.

Digo isso até aparecer outra bandoleira e esmigalhar o meu coração novamente, e de vez em vez vou aprendendo, evoluindo, ficando um pouco menos vulnerável. Até um dia encontrar a trilha da felicidade, se é que existe, ou melhor, se é que esse caminho pode ser pisado por um “anjo de asas quebradas”, por um “ser errante e pecador”.

Sei que o caminho é longo e árduo, mas não desisto . Ainda tenho um pouco de esperança. E No fim desse post não podia deixar de declarar o meu amor, que é eminente e verdadeiro. Te amo, ó meu eu lirico.


Um comentário:

B. disse...

As vezes é preciso se valorizar, pois se não ninguém valoriza. É uma frase bastante clichê, mas é real.