quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Marley & Eu - Por John Grogan


“Marley e Eu” é aquele livro em que nos faz sorrir, gargalhar e chorar. É uma história de amor incondicional que um cachorro pode propor para uma família. É claro que sou extremamente suspeito em falar de amor de cães para com seus donos, já que sou um amante de todos os estilos de cachorros, desde os mais amorosos, até os mais “encapetados”.

John era um jornalista de um pequeno jornal chamado South Florida Sun-Sentinel, ele era recém-casado com Jenny, que também era jornalista. Eles moravam em uma casa aconchegante no sul da Flórida ao lado da praia.

Eles gostariam muito de ter um filho, só que sem uma grande pressão. Então resolveram adotar um cachorro para analisarem seus lados maternos. Jenny estava muito preocupada, sendo que não conseguira nem tomar conta de uma planta que John havia lhe dado meses antes.

Foram para uma fazenda comprar um cachorro da raça labrador, que juntos chegaram ao acordo que seria o tipo de cachorro ideal. Calmo, fiel e companheiro.

Ao entrarem na escolha do cãozinho, foram de cara com um cachorro folgado e bem menor que os demais. Perguntaram o preço e a dona da fazenda disse que aquele seria mais barato, cerca de duzentos dólares.

A mãe dos cachorrinhos estava presente naquela ocasião, era Lily, muito dócil e uma linda labradora, até que John perguntou sobre o pai, a dona desconversou dizendo que estava dando uma volta pela fazenda.

Quando entraram no carro ouviram barulhos que vinham da direção do bosque, que ficava próximo à casa, o casal ficou com muito medo até que viram um cachorro lindo, todo sujo de lama correndo com um jeito de bestalhão, esse cachorro era pai do cachorrinho, Jenny brincou dizendo que não gostaria que o filhote fosse igual ao seu pai. Infelizmente, Marley, que ainda não tinha sido batizado seria pior, muito pior que seu pai Sammy Boy.

Um dia, John estava ouvindo Bob Marley e pensou em dar o nome de Bob, e o cachorro não respondeu, e quando falou Marley, o filhote ficou todo agitado e feliz, então esse foi o nome escolhido.

A partir de então, a vida do pacato casal de Palm Beach não foi a mesma, já que Marley com o passar dos dias foi ficando cada vez mais levado e não tinha o que ele não comia, desde sutiãs até anéis e quando eles menos perceberam, Marley já tinha mais de quarenta quilos.

Aprontava muito, corria atrás de vizinhos, acabava com a garagem com medo dos raios, comia todas as mangas do quintal e corria atrás de carteiros e visitantes. Tudo isso contado de uma forma muito engraçada e bem detalhada.

Até que Jenny ficou grávida pela primeira vez e infelizmente teve que abortar a criança por uma má formação no feto, e o cachorrão bobalhão mostrou todo o seu amor para com o casal de forma primordial.

Alguns meses passados, ela ficou grávida novamente e dessa vez o parto foi um sucesso. O casal tinha muita dúvida para saber como seria a reação de Marley, e não vou estragar a surpresa aqui para quem não leu o livro. Leiam e saboreiem as palavras da mesma forma que eu fiz e desvendem esse mistério sobre a aceitação ou não de Marley para o bebê, o novo integrante da família.

Esse livro é lindo e muito detalhista, só que tenho algumas reclamações sobre ele. A primeira é que John é muito machista, em todas as mudanças do casal foi pelo lado profissional dele, além de serem notáveis vários traços de uma escrita muito arrogante. O outro defeito do livro é pelo fato de John alongar demais os fatos, assim como na praia dos cachorros.

Mas tirando os pesares, “Marley & Eu” é um livro sensacional e recomendo a leitura, é uma leitura gostosa de ser feita e é impossível não amar o Marley depois de cada página lida.

Boa leitura!

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