sexta-feira, 13 de julho de 2012

A Revolução Constitucionalista de 1932



O que foi

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o movimento armado ocorrido entre julho e outubro de 1932. Sendo que o objetivo da briga armada era a derrubada do governo provisório de Getúlio Vargas e a criação de uma Constituição regular.

Getúlio Vargas havia tomado posse em 1930, através de um golpe de estado, o que ocasionou um alvoroço e muita critica para com a capital do Brasil, que era o Rio de Janeiro na época.

Com o passar dos meses, Vargas impões uma política de “cala a boca” para a população menos abastecida economicamente. O que fez a revolta ser menor e amenizada.

Só que aos poucos alguns paulistas explodiram e cansaram de ficar presos a teorias, e foram à luta. Inúmeros protestos começaram a surgir, e a repressão era sempre presente nas mesmas.

Até que um determinado dia, um grupo de universitários resolveram invadir a Liga Revolucionária que era um tipo de célula que apoiava o governo Vargas. Um grupo de soldados alvejaram os estudantes.

No local, três universitários vieram à óbito e um faleceu depois de alguns dias. Eram eles: Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (M.M.D.C).

Os paulistas se revoltaram com o acontecido e resolveram lutar contra esse governo opressor que sequer uma constituição oficial tinha. Então vários protestos surgiram, e a cada dia que passava, mais paulistas queriam a derrubada desse governo e também a regulamentação de uma Constituição.

São Paulo perdeu a guerra, mas ganhou na política. Depois dessa última guerra civil armada brasileira, uma nova constituição foi erguida. A constituição de 1934.


Vargas toma posse

Desde 1898, o Brasil passava pela política Café com leite, que era uma política baseada na alternância de governo entre “Presidentes” do antigo estado paulista e mineiro. Que na época eram as duas maiores potências. Minas pela produção de leite e São Paulo pela produção de café.

Era uma política até certo ponto equivocada, já que nunca em nenhum momento um país poderia ser monopolizado dessa maneira. Mas era o que previa a lei nacional da época.

Até que em um golpe de estado, Getúlio Vargas foi colocado no cargo, e impôs a ditadura, e pior do que isso. Queimou a constituição.

Um país sem constituição é um país sem leis. Já que apesar de o governo ter o papel de tomar conta de toda a nação. Ele não pode fazer tudo o que bem entender.

E Vargas queria fazer o que bem entendesse em nossa pátria.


As falsas alianças

Os Paulistas contavam com cerca de 40.000 soldados alistados, e muitos deles eram despreparados, mas queriam participar da história do Brasil.

Contavam com uma aliança com o estado do Rio Grande do Sul, que era na época o maior poder armamentista do Brasil.

Só que os paulistas foram apunhalados pelos gaúchos como segue o trecho de um diário de um soldado raso, chamado Francisco Cunha.

“A noite era fria, estávamos atirando a noite inteira dentro das trincheiras, até que avistamos uma tropa com roupas largas e chapéus longos. Eram os gaúchos, os nossos denominados aliados. Não atiramos, e quando menos vimos, eles atiravam e víamos sangue paulista escorrendo.

O capitão gritou: “Atirem! Atirem! Eles não honraram a palavra, não são homens!”.

E daí que veio o apelido que os paulistas costumam chamar os gaúchos de gays. Não que isso seja uma denominação hostil, nem que ser gay é ser melhor ou pior que um hetero.

Só que na época, a traição gaucha foi algo que ficou marcado. Não quer dizer que todo gaucho seja assim, longe disso.

Mas o governo gaucho traiu o paulista na época, e essa foi uma falsa aliança que ajudou muito na derrota.


Eles querem se separar, disse Vargas

Segundo Getulio Vargas, o único motivo da Revolução Constitucionalista era a separação do estado do resto do país.

E isso motivou o ódio contra os paulistas na época.

A ideia não era essa, e sim uma nova constituição. Só que não seria má ideia a separação do país, já que resultaria em um maior desenvolvimento para o estado.

Só que o país é um todo, e fugir dos problemas seria uma grande covardia. Só que usando esse pretexto, Vargas conseguiu fazer o rancor se tornar presente nos olhos dos brasileiros.


A falta de aptidão à soldado dos paulistas

A maioria dos soldados paulistas não tinham nenhuma aptidão com arma de fogo, eram apenas amantes nacionais que queriam uma nova constituição.

Só que em campo armado, usar só palavras não é o suficiente para um bom resultado final.

E a falta de experiência em campo de batalha também resultou a fácil rendição à cercos estratégicos.


Saquearam as munições

Como a república brasileira tinha total controle dos portos, eles não deixaram que as armas e munições importadas chegassem a seu destino, que eram para as tropas paulistas.

A falta de munição resultou a criação de matracas, que era um tipo de aparelho que imitava o barulho de uma metralhadora, para tentar assustar os soldados adversários.


O Fim da guerra e a rendição paulista

As tropas de Getulio Vargas dominavam quase todo o estado paulista, e a cada dia que passava, mais soldados desertavam ou se rendiam.

O Porto de Santos já estava tomado, a capital também. Então, os paulistas não tiveram outra escolha a não ser se renderem.

O fim da guerra foi oficializado em 2 de outubro de 1932, cerca de dois meses depois de seu inicio.



Resultado: A Constituição de 1934


Depois de quatro anos no poder, uma nova constituição foi feita. A constituição de 1934, que estabelecia novas leis e limites ao governo federal.

É fato que ela foi quebrada no ano de 1937 por uma outorga de Getúlio Vargas, que destacou a sua ditadura por anos a fio.

Só que a Constituição de 34 foi marcante, porque agora o brasileiro sabia que poderia lutar por algo e assim fazer valer os seus direitos.


Não é arrogância paulista

Muita gente acha que a Revolução Constitucionalista foi algo para mostrar uma “superioridade paulista”.

Mas não. Ela foi o inicio de um Novo grito, o grito da liberdade, mostrando que o povo tem voz e ninguém pode querer forçar nada para nosso país.

Ninguém.


Lula é um ditador?

Passados os anos, o presidente Luis Inácio Lula da Silva governou nossa pátria por oito longos anos.

Se foi bom ou ruim seu governo, não irei enfatizar agora.

Só que passado seu mandato, Lula acha que deixou um legado, e mais do que isso. Acha que seus ideais são maiores que o estado brasileiro.

Acho isso ridículo. Não existe brasileiro que possa ser eternizado, e muito menos um ex-presidente.

Espero que a nossa presidenta Dilma se desgrude do ex-presidente, e comece a impor as suas ideias.

Não precisamos de sombra atrás de um presidente, não precisamos.

O caso Lula é longo, e agora não vou falar mais.

Só que nossos antepassados não lutaram tanto para um alguém voltar e querer impor pensamentos ditatoriais.

Isso seria ridículo, seria como uma regressão.

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