quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Professora, é de xizinho?!


Estava tranquilamente fazendo minha última prova de Dac – Português, a prova havia algumas questões dissertativas e outras com alternativas.
A prova em si tava mamão com açúcar, só que era um pouco cansativa, até que ouço a pérola da noite, um colega meu pega e dispara “Professora! Qual que é de Xizinho?!, professora olhou com uma cara, que descrevo, não chegava a ser ódio, mas era algo meio melancólico, era como se, “Meu, como esse cara chegou no terceiro ano?”, mas calmamente ela indagou, que tais questões eram dissertativas e outras não.
Velho! É só o cara ler o maldito enunciado, e saberá se as questões serão ou não de x, é assim, muito difícil eu acho, é foda ler algo do tipo, “assinale a alternativa correta”, ou senão, “Qual a alternativa mais pertinente”, olha, vou falar a verdade, eu fico puto com umas coisas dessas, afinal, imagine na imensidão de nosso país, quantos alunos que perguntam se a prova é de x não estão se formando?
São milhares, milhões, deve ser um puta de um número alto para caralho, mas você acha que nosso governo pensa em reprovar esses alunos?
Que nada, se eles passam esses alunos, esses mesmos serão eleitores manipuláveis, sem uma opinião critica, e que votarão naqueles que dão ajuda de graça, como bolsas e coisas do tipo, antes de me questionar sobre esses auxílios, eu não quero dizer que ele é totalmente inválido, afinal, quem sou eu né? Mas afirmo, em grande maioria esses auxílios só servem para uma única coisa, que é incentivar a vadiagem.
A nossa educação está errada, não sei bem se é a educação ou é a população, mas às vezes começo a pensar, antes de mais nada, eu não me acho o cara ou o foda, mas sei que tenho meus pontos de vista e absolutamente ninguém influencia meus ideais.
Então peraí. Estudei a minha vida inteira em escola pública, tive a mesma educação que a maioria do povo paulista, não sei como que é fora de meu estado, por isso não irei opinar de maneira acentuada, mas a questão é a seguinte, por que eu tenho uma formação que indaga a dúvida e os questionamentos e muitas pessoas não?
Levando em consideração que tivemos a mesma base educacional? Estranho isso, confesso que quando pensei em digitar isso, estava pensando em meter o pau na educação pública brasileira, só que agora vejo que isso vai muito além disso, deve ser algo familiar. ( Oh Educação Pública, não acha que vou te defender, porque não vou nem fudendo, você continua sendo a mesma filha da puta de sempre viu...).
Vem do berço, talvez nem sempre todos tenham incentivos dentro de casa, um incentivo que pensa sempre no futuro, algo para evoluir.
Talvez seja isso, um tema delicado, berço é um tema muito difícil de ser debatido, principalmente pelo fato de não podermos julgar pessoas por seus atos sem conhece-las bem, e essa particularidade me tira um pouco o grau de questionamento, porque a questão familiar é muito humana, e muito complicada de ser debatida abertamente.
Me perdi. Não posso questionar as pessoas assim por terem ou não uma boa base familiar, bom, não posso dizer que o cara não ter uma noção argumentativa seja um problema familiar, talvez o cara seja mesmo é um puta cara preguiçoso, enfim, mas talvez possa ser familiar, e o ser humano tem falhas e às vezes foge um pouco do seu ser pelo fato de estar desestabilizado emocionalmente.
Algo está errado, acho que todo mundo deveria ter um senso de opinião, mas para isso acontecer, precisaria bem mais do que uma educação bem formada, e sim toda uma estrutura que vem do emocional familiar, até a competência de quem vai formar esse senso critico.
E se todas as partes entrarem em um “acordo”, quem sabe, ninguém ouça pergunta retardadas no último mês do ensino médio, mas para isso acontecer, falta muita coisa viu.

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