sexta-feira, 21 de abril de 2017

Onde você encontra a paz?



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Você não passa de um grande filho da puta

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Maldita Sorte

Já assistiu esse filme? Basicamente, um bonitão transa com uma garota, e a próxima pessoa que ela conhece, se torna o amor da sua vida. Agora vou falar um pouco sobre a minha maldita sorte, ou quem sabe, a prova que eu nunca passei de um maldito estepe.

Meu namoro mais duradouro, a menina tinha um trauma com o ex: ele estava namorando duas pessoas ao mesmo. Namoramos dois longos anos. Menos de um mês depois que terminamos, ela já estava namorando novamente, e dois meses depois, PASMEM, estava noiva.

Outro rolo tinha problema com o ex. Basicamente ela o odiava, ele tinha falado para os pais que tinha feito um aborto enquanto estava comigo. O relacionamento foi um inferno. Me chutou e voltou para ele.

E o último fato você sabe melhor que ninguém o que houve. Servi apenas para ferver uma água morna. Conversava com um amigo ontem, e cheguei a conclusão que as mulheres são decepcionantes, principalmente as que beberam do pote da liberdade. Imagine namorar alguém tão grudento como eu? Hahaha. Qual é, não existe isso.

O foda é que às vezes me sinto bem, no trabalho, fazendo exercícios e principalmente meditando. Mas percebo que não estou bem por causa de como andam os meus contatos com pessoas do outro sexo.

- Hoje acho que não vai dar para sair. Não tô muito afim.

- Ah, foda-se, você é mó sem sal. Não tem argumentos em relação a nada e fica reclamando de coisas nada a ver.  Aff, como você é sem graça. Tenho vontade de enfiar uma meia na minha boca quando estou com você.

Outro dia, fiquei com uma menina, um amigo me disse que ela perguntou a ele se eu sempre era um pé no saco. Tava curtindo o som, ela me abraçou e veio me beijar:

- Ow, saí daqui, mano. Eu te acho insuportável e muito pé no saco.

Ela me olhou muito puta. Foi engraçado.  Na Terça passada, vi uma menina que eu  já fiquei várias vezes. Nos vimos no estacionamento da faculdade, no carro dela. Começamos a nos beijar, e esse foi o pior. Senti um negócio estranho, comecei a lembrar beijos que não queria lembrar, tirei a mão do peito, coloquei a camisa e fui embora, sem dizer nada.

É, a maldita sorte é mais maldita do que sorte, infelizmente.


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quarta-feira, 19 de abril de 2017

Você não passa de um grande filho da puta

- Você não passa de um grande filho da puta.

Foi isso que ouvi depois de uma surpresinha. Dois dias atrás, cheguei do trabalho cansado e vi o carro do meu irmão que não via há muito tempo.  Não tinha ninguém em casa, ele me cumprimentou e entramos.

- Cara, sabe o que eu tô com vontade?  De jogar Super Nintendo – ele disse, enquanto eu abria a porta da cozinha.

A ideia foi bacana, abrimos aquela caixa empoeirada e limpamos fita a fita, além dos controles. Começamos jogando Mortal Kombat, passamos por Top Gear, Donkey Kong, Super Mario World e até que tivemos a genial ideia: ganhar uma Copa do Mundo no Superstar Soccer com Alejo, Pardilla e companhia. Vagamente, eu lembrava que tinha alguma coisa para fazer naquela Sexta-Feira, mas logo aquilo passou batido.

Jogamos para caralho, eu fazia tanto gol, até de carretilha. E quando chegamos à final, aquele arrombado perdeu para a Itália de 2 a 0, dois gols do Carboni. Fiquei puto. Mas passou. Depois disso,  sentamos na varanda, acendi um cigarro e lhe ofereci um. Ele balançou a cabeça e disse:

- Tenho algo melhor.

Buscou no carro dois charutos e um whisky Black Label, sacou um isqueiro de filme de faroeste e acendeu o meu e o dele. Começamos a lembrar de quando jogávamos em um time amador e aquele dia que eu apanhei no vestiário, além daquela noite nada legal em que fomos ameaçados por causa de uma menina, que aquele retardado tinha pegado muito tempo atrás.

Foi uma noite incrível. Perdi a noção do tempo.

No outro dia, acordei umas 15h, vi que a bateria do celular estava descarregada, coloquei para carregar e tomei um banho. Liguei o celular e tinha umas 50 mensagens. Liguei para a Geovana:

- O que foi?

- O que aconteceu ontem? – respondeu seca.

- Ah, meu irmão veio em casa e perdemos a noção do tempo. Jogamos vídeo-game, conversamos, foi...

- Mano, você tá tirando? – me interrompeu. – Ontem foi o aniversário do meu pai, porra!

Sabia que tava esquecendo de alguma coisa, mas sinceramente, aquele momento com meu irmão foi tão bacana, que nada iria substituir aquilo. Mas é claro que não respondi isso:

- Poxa amor, sinto muito. Eu... eu realmente esqueci. Me perdoa.

Ela desligou o celular. Vi que estava chegando a hora de um jogo, e eu tava muito afim de jogar bola. Peguei a moto e parti. Foi incrível, fiz dois gols e me senti o rei da porra toda.

Chegando em casa, peguei o celular e liguei para ela, continuava puta e não queria me ver. Tudo bem, assisti alguns filmes e dormi. No outro dia, acordei lá pelas 8h, não sei porque acordei tão cedo em um domingo. A primeira coisa que fiz foi ligar para Geovana:

- Estive pensando. Fiquei muito chateado com o que aconteceu. Precisamos conversar e muito sério.

Voltei a dormir.

Ouvi um barulho na porta:

- João, a Geovana quer falar com você – minha mãe disse.

Levantei e ela tava na sala, sorri e disse:

- Oi amorzinho.

- Meu, você tá bem? – ela tinha um rosto desesperada, parecia aflita.

- Tô bem e você meu anjo?

- Fala logo o que você quer – a voz dela quase não saiu, uma mescla de choro e decepção, talvez arrependimento.

- Não é nada. Olha o calendário.

Ela foi até a estante, puxou o calendário, seu olhar era endiabrado. Correu na minha direção, senti uma dor do caralho, ela tinha dado um murro no meu nariz. Subiu em cima de mim e começou a me socar, isso porque tinha feito balé a vida inteira, eu imagino se tivesse sido boxe. Era primeiro de Abril.

- Você não passa de um grande filho da puta! É FILHO DA PUTA! – não parava de bater.

Senti meu nariz escorrendo sangue, ela se levantou, seu olhar de raiva virou de preocupação, abaixou, estendeu as mãos e disse:

- Vem tomar banho.

Doeu? Doeu muito. Mas foi divertido.


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terça-feira, 18 de abril de 2017

Código de Conduta

Anéis de código de conduta. O primeiro e mais importante: tratar bem todos que por sua vida passar; Segundo: sempre perseguir seus sonhos.

Quando no pescoço pesar, se lembrar dessa simbologia.



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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Você vai, né?

- Espero de coração que você vá ao meu casamento.

Essas palavras eu ouvi ao chegar do trampo. Cansado depois de um dia movimentado no trabalho, estava me trocando, ouvi o telefone fixo, atendi e ouvi um:

- É da casa do Rodrigo Moreira? – pensei: “Porra, banco de novo enchendo o saco?”.

- Sim, está falando com ele.

- Ro... – teve uma pausa – drigo. Sou eu a Manu.

Fiquei pasmo. Sem reação:

- Manu? Porra, há quanto tempo...

- Sim, é verdade, vou me mudar de casa e comecei a arrumar as coisas. Nela achei o seu Rakani que me deu. Pedi seu número para um conhecido, tentei ligar várias vezes e não consegui, então encontrei na lista telefônica o número da sua casa.

Rakani era um amuleto que dei pra ela há uns 9 ou 10 anos. Quando eu era criança, terminei uma história em quadrinhos. Enviei para uma editora e o resultado não foi muito satisfatório. Recebi uma carta escrito algo do tipo:

“Agradecemos o contato e a força de vontade. Continue tentando, quem sabe um dia não publicamos.”

Joguei a carta e a história fora. Decidi nunca mais desenhar na vida.

- Vi no seu instagram que voltou a desenhar, e agora encontrei isso... Sabe, você era tão sonhador. Queria conversar com você, saber como você está, essas coisas.

- Ah Manu, tô bem, não sei se sabe, mas me formei e estou empregado, vi que você está noiva, né? Fico feliz por você. A vida anda de uma forma ou de outra.

- É verdade... Por tantas vezes eu senti sua falta. Lembro que quando meu pai faleceu, você me levava todos os dias para casa e ficava conversando horas e horas. Não tocava no assunto e sempre me fazia uma surpresa. Você não sabe como foi importante para mim.

- Que isso, você que foi uma menina forte... – resolvi não remoer esse assunto tão delicado - falando nesse símbolo, você ainda lembra o significado?

- Aff, é claro que eu lembro, parece que é besta. – Rakani era um amuleto do clã Jiribi. Todas as vezes que os guerreiros iam a guerra, entregavam um Rakani para sua esposa. E sempre que elas apertavam ele, sentiam a presença do amado.

- Fico feliz que ainda se lembra. Funcionou?

- Na verdade, não muito. – a sua voz continuava sonora e leve como uma música clássica. – Rô, vou ter que terminar a mudança. Sei lá, queria te ligar, a gente se afastou há tanto tempo, mas éramos tão próximos. Eu e meu noivo encontramos uma data para nosso casamento.

Minha voz não saiu. Manu é o amor da minha infância. O primeiro amor. Não sei se sinto algo por ela, mas esses dias estava tão abalado, que uma notícia desta em cima de outra pesada que recebi no dia anterior foi de me estraçalhar.

- Ca... ca... casar?

- Sim. E eu quero muito que você vá.

- Fico tão feliz por você. Você é uma boa pessoa. Vai ser feliz. – respondi.

- Você vai, né?

- Eu não sei, Manu. Realmente não sei.

- Vou te enviar o convite. Vou te esperar, tá? Preciso terminar a mudança. Só queria falar como você foi importante na minha vida.  Me fez muito bem.

Depois dessa ligação, é impossível não fazer essa pergunta: Quando alguém vai me fazer bem?


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